Estádio de São JanuárioAFP

O palco da partida de volta entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da Sul-Americana, que está marcada para o próximo dia 20 ainda não tem um local definido. O Cruz-Maltino deseja mandar o jogo em São Januário e pode entrar com uma ação na Justiça para conseguir utilizar o seu estádio. 
A Conmebol não aceita que estádios com capacidade menor que 30 mil pessoas sejam utilizados em semifinais das suas competições. O Vasco ainda tenta convencer a entidade para a liberação, caso, não aconteça o Cruz-Maltino pode judicializar a tentativa.
O "Plano B" continua sendo o Maracanã. Mesmo com Flamengo e Fluminense negando a possibilidade, o Vasco pode tentar uma nova ação na Justiça para mandar a partida no estádio, caso São Januário seja totalmente reprovado.
Na semifinal da Copa do Brasil, o Vasco irá utilizar São Januário. A CBF não vê problema que estádios com capacidade inferior recebam uma partida importante das suas competições. A final será no Mané Garrincha, em campo neutro.
A utilização do Maracanã em alguns jogos é uma batalha que o Vasco tem travado neste ano com o Consórcio do estádio, que é administrado por Flamengo e Fluminense. O Cruz-Maltino teve seu desejo negado na partida das quartas de final da Copa do Brasil contra o Vitória.
No ano passado, o clube de São Januário conseguiu utilizar o Maracanã como palco da final da Copa do Brasil contra o Corinthians. Na ocasião, o Cruz-Maltino acabou sendo derrotado por 2 a 1 e ficou com o vice-campeonato.

Conflito antigo

Nas últimas semanas, o Vasco entrou com uma petição na Justiça do Rio, em um processo movido desde 2023 contra o Flamengo e no qual o Fluminense entrou como interessado. Nessa ação, o Cruz-Maltino rebateu uma acusação do Rubro-Negro, de que um jogo do clube de São Januário contra o Palmeiras naquele ano tinha deixado o gramado "repleto de buracos".
O Vasco apontou que no mesmo ano, em abril, Flamengo e Fluminense realizaram nove partidas no Maracanã. O clube de São Januário desqualificou um relatório apresentado pelo Rubro-Negro de uma empresa especializada e ainda trouxe decisões judiciais anteriores que também desconsideraram o documento.