Técnico da Argentina, Lionel Scaloni comentou sobre a despedida de Messi da seleção na próxima terça-feira (6), no amistoso contra Benim, em Buenos Aires. Em coletiva no último sábado (3), o comandante falou sobre a expectativa para o último jogo do craque com a Albiceleste.
"Imagino que haverá muita emoção na terça-feira com o Leo. Será um dia inesquecível para todos, e sou grato por fazer parte disso. Será o dia dele e o dia dos caras que compartilharam momentos com ele. Serei um espectador do banco de reservas. Temos mais dois treinos com ele e esperamos aproveitar", disse.
O duelo ocorrerá no Monumental de Núñez e promete casa cheia. A carga de ingressos colocada à venda para o confronto se esgotou uma hora e meia depois da abertura das vendas. Diante da expectativa de que os bilhetes se esgotariam rapidamente, antes mesmo do início das vendas, foi anunciado um Fan Fest para a despedida de Messi, na Cidade Universitária, a poucos metros do Monumental.
"Se houvesse cinco estádios Monumentais, eles estariam lotados. O que posso dizer? Tudo já foi dito sobre o Leo. Sempre se falou da nostalgia, de quando ele se fosse. Agora ele não estará mais aqui. A sensação de tê-lo, o que ele transmite, nunca vi em mais ninguém. É disso que vamos mais sentir falta. A seleção seguirá, mas lógico que, sem ele, não vai ser a mesma", completou o treinador.
Lionel Messi fez sua estreia pela Argentina em um amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. Na ocasião, venceu por 1 a 0. Já a sua primeira partida em Copas do Mundo foi em 16 de junho de 2006, na goleada por 6 a 0 sobre a Sérvia e Montenegro.
O craque logo se consolidou como a principal referência da seleção. No entanto, a Albiceleste, que não conquistava nenhum título desde a Copa América de 1993, bateu na trave em competições importantes. Na Copa do Mundo de 2014, foi vice para a Alemanha, no Maracanã. Já nas finais das Copas América de 2015 e de 2016, acabou superada pelo Chile nos pênaltis.
À época, o camisa 10 chegou a anunciar aposentadoria da equipe nacional, mas voltou atrás.
O início da consagração do meia-atacante aconteceu apenas em 2021. A Argentina quebrou o jejum que já durava 28 anos após vencer o Brasil na final da Copa América, no Maracanã, garantindo a primeira conquista do craque pela seleção.
Em 2022, Lionel Messi faturou a Finalíssima, torneio que colocou frente a frente os campeões da Copa América e da Eurocopa, e na sequência, a Copa do Mundo de 2022. Nessa campanha, teve atuações memoráveis, com sete gols - incluindo dois na final - e três assistências.
O craque ainda garantiu mais uma taça para a coleção ao ganhar a Copa América de 2024. Já na Copa do Mundo de 2026, foi determinante para levar a Albiceleste à segunda decisão consecutiva, mas perdeu para a Espanha, por 1 a 0. O camisa 10 é o maior artilheiro da história da equipe nacional, com 125 gols em 207 partidas.
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