O Monaco é o segundo clube na carreira de Filipe Luis como técnicoDivulgação/Monaco

Atual técnico do Monaco, Filipe Luís, de 41 anos, está no seu segundo clube desde que se tornou treinador. Ao fazer uma rápida avaliação da sua carreira, o brasileiro relembrou um dos momentos mais complicados que viveu no Flamengo na temporada passada.
"Ninguém é mais importante do que a equipe. Um princípio claro havia sido quebrado. Tomei uma decisão complicada. Eu treinava, então, alguns amigos, como Pedro, com quem havia jogado um ano antes. Precisava estabelecer uma barreira no trabalho. No Monaco é diferente. Mas continuo sendo um estreante. Por isso assinei sem hesitar. A ambição do clube combina com a minha: crescer vencendo", afirmou em entrevista à "AFP".
Na ocasião, Pedro acabou perdendo a vaga de titular com Filipe Luís e não ficou satisfeito. Posteriormente, o camisa 9 recuperou seu espaço e foi importante nos títulos do Brasileiro e da Libertadores.
O técnico afirmou que tem o desejo de continuar crescendo na nossa função e que não deseja que seu passado vitorioso como lateral-esquerdo norteie sua imagem.
“Para aspirar a continuar no cargo, é preciso vencer o próximo jogo. Esse é o meu princípio. Depois do Flamengo, quero escrever minha própria história, continuar vencendo. Não para provar nada a ninguém, mas para evoluir como treinador, como pessoa. Sou extremamente ambicioso. Não quero viver no passado. Quero mais, ver até onde meu nível vai me levar", contou.
A escolha de ser técnico foi algo muito natural para Filipe Luís. O ex-lateral-esquerdo praticamente não teve tempo entre a aposentadoria como atleta e a nova função.
"Como jogador, o dia mais feliz foi minha última partida no Maracanã, com o clube do meu coração, o Flamengo, após uma carreira de sucesso que superou minhas próprias expectativas. O pós-jogo foi um momento de plenitude, com meus amigos em casa. Mas, felizmente, um mês depois eu já estava treinando a equipe sub-17 do clube. Porque eu sempre havia vivido para o jogo, onde você se expõe totalmente, coloca a vida em jogo. Sem isso, fica um vazio. Continuar vivendo minha paixão foi a minha salvação. Diversifiquei, por exemplo, minhas atividades com empresas imobiliárias. Mas não gosto de nada disso. Gosto de futebol. Esse início com os jovens do Flamengo foi um laboratório para me descobrir como treinador", disse.