Renato Paiva em treino do BotafogoVitor Silva/Botafogo

Rio - O técnico Renato Paiva cutucou John Textor, acionista majoritário da SAF do Botafogo, ao relembrar a passagem pelo Glorioso. Em entrevista ao jornal português 'A Bola', ele afirmou que "as ações do senhor falam por ele".
"Entendo a sua pergunta, mas eu não preciso de falar sobre John Textor porque ele fala por si próprio. Tudo aquilo que faz e diz é claro e, depois, quem está no meio, julga. A sua comunicação define-o. Dessa passagem, preferia dizer que trabalhei num clube absolutamente fantástico, com um grupo de jogadores único, cuja empatia e sinergia eram totais e absolutas. E com um apoio absurdo e uma identificação total com as pessoas com quem trabalhei no meu dia a dia. Ainda hoje nos relacionamos no Rio de Janeiro", disse Renato Paiva.
"Hoje diz-se no Brasil que a vitória mais emblemática do Botafogo foi essa com o PSG. Aliás, esse senhor (John Textor) disse-me na cara que era o dia mais feliz da vida dele. Deu-me, inclusivamente, um beijo em público. Eu do Botafogo fico com isto. Os números falam por nós, as ações do senhor falam por ele", completou posteriormente.
Durante a entrevista, Renato Paiva também falou sobre sua chegada ao Botafogo e citou a campanha do time antes do Mundial de Clubes. O português foi demitido do cargo após a eliminação do Alvinegro do torneio.
"Encontrei uma equipa que vinha de ser campeã da Libertadores e do Brasileirão, mas completamente dilacerada, com 12 saídas. Houve algumas contratações que não resultaram, também por falta de paciência e de tempo, e acabámos por ir de menos a mais. Quando embarcámos no avião para irmos para o Mundial de Clubes, em junho, tínhamos 13 jogos sem perder, oito vitórias, dois empates e um deles com este Flamengo, no Maracanã, e duas derrotas, com o Bahia e com o Capital, para a Taça, em que jogámos com uma equipa secundária".
"Vamos para os EUA a seis pontos do Flamengo, com a segunda melhor defesa do campeonato, vivos na Libertadores e na Taça do Brasil. Perante o grupo que tínhamos no Mundial, com PSG e Atlético Madrid, dizia-se que veríamos se não seríamos goleados. Estávamos no grupo da morte. Ganhámos ao Seattle, ao PSG e tínhamos de perder por três com o Atlético Madrid para sermos eliminados. Perdemos por um e no último minuto". 
Ao relembrar a passagem pelo futebol brasileiro, em outra pergunta, Renato Paiva também fez uma referência a Textor: "O crescimento, em situações positivas e negativas (com as passagens por Bahia e Botafogo), é geral. Porque foram projetos altamente diferenciados. No Botafogo, por exemplo, é uma pessoa que manda e decide sozinha, é dono e não quer saber", afirmou Renato Paiva.