Jogadores do Botafogo reunidos no gramado do Nilton SantosVítor Silva / Botafogo

Rio - Depois de protagonizar temporada histórica no ano passado, com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, o Botafogo viveu um 2025 de frustração. O Glorioso reformulou o elenco, trocou de técnico mais de uma vez e disputou sete troféus, mas não levantou nenhum.

Adeus de Artur Jorge e o início da reformulação

Logo no início do ano, Artur Jorge optou por deixar o Botafogo e rumar ao Al-Rayyan, do Catar. Sem o técnico português, Carlos Leiria assumiu interinamente e esteve à frente do time nos primeiros compromissos da temporada.

Além de jogos do Campeonato Carioca, o antigo comandante do sub-20 marcou presença na beira do campo na Supercopa Rei, que o Botafogo perdeu para o Flamengo. Na Recopa Sul-Americana, Cláudio Caçapa esteve à frente do time, que não foi páreo para o Racing (ARG).

Além de Artur Jorge, outros que deixaram o Alvinegro foram Luiz Henrique e Thiago Almada, destaques à época. Ao todo, 11 jogadores se despediram até janeiro.

Planejamento tardio

Depois dos vices e de uma pífia campanha no Campeonato Carioca - terminou na nona colocação -, o Botafogo enfim conheceu seu novo técnico: Renato Paiva.

Antes, John Textor ouviu negativas de André Jardine, Tite e Roberto Mancini. Então, surpreendeu na escolha de mais um português. O anúncio foi no fim de fevereiro.

O auge de 2025

Com o título da Libertadores, o Botafogo garantiu vaga e disputou o Mundial de Clubes, entre junho e julho, nos Estados Unidos. E foi o momento de maior alegria dos alvinegros durante a temporada.

O Glorioso entrou para a história ao vencer o estrelado PSG por 1 a 0, na fase de grupos. O gol foi marcado por Igor Jesus. Além disso, o time carioca avançou ao mata-mata na considerada "chave da morte", completada por Atlético de Madrid e Seattle Sounders (EUA).

Saída de Renato Paiva e a chegada de Davide Ancelotti

O êxtase logo acabou, uma vez que o Botafogo foi eliminado nas oitavas de final do torneio internacional pelo Palmeiras. E a derrota culminou na demissão de Renato Paiva.

Dessa vez, John Textor foi rápido e selou a contratação de Davide Ancelotti para comandar o elenco. O italiano, filho de Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira, nunca havia trabalhado como técnico antes.

Imbróglio com a Eagle, novas baixas e eliminações nas Copas

O ano do Botafogo também não foi tranquilo fora das quatro linhas. A partir do segundo semestre, John Textor travou extenso imbróglio judicial com investidores da Eagle Football e da Ares. A empresa apontou irregularidades na gestão do norte-americano, que se afastou da rede multiclubes, especialmente do Lyon (FRA).

Para completar, o Glorioso foi eliminado nas oitavas da Libertadores e nas quartas da Copa do Brasil, por LDU e Vasco, respectivamente. Antes, outros jogadores importantes deixaram o clube: Gregore, Jair, Igor Jesus e Cuiabano - este último retornou por empréstimo até dezembro.

Alento na reta final e classificação à Libertadores

Mesmo com inúmeras lesões, o Botafogo conseguiu se superar e viveu bom momento na reta final da temporada. O time fechou o ano com dez jogos de invencibilidade e garantiu vaga nas preliminares da Libertadores.

Para fechar o ano do jeito que começou

Apesar da boa fase, Davide Ancelotti deixou o comando do Botafogo dias depois do fim da temporada. O Glorioso estava insatisfeito com o preparador físico Luca Guerra e queria demiti-lo, mas o técnico não gostou. Então, optou por também sair do clube.

John Textor, mais uma vez, agiu rápido e contratou um substituto ainda em 2025: Martín Anselmi. O treinador argentino foi entrevistado pelo norte-americano, agradou e assinou vínculo até o fim de 2027 com o Alvinegro.