John Textor vive momento de críticas no BotafogoVítor Silva / Botafogo

Rio - O acionista majoritário do Botafogo, John Textor, reagiu à manifestação feita por alguns torcedores antes da partida entre o Alvinegro e o Bangu, neste sábado, pelo Campeonato Carioca. O norte-americano afirmou que vê falta de gratidão diante de tudo que a equipe conquistou em sua administração no futebol.
"Os torcedores são muito imediatistas. O fato de eles poderem me pedir para sair do clube depois de tudo que eu já fiz por eles é, na minha opinião, um absurdo. Se eles querem levantar dinheiro e comprar de mim, que façam uma oferta. Mas até lá, vou continuar administrando este clube", disse em entrevista ao canal "Arena Alvinegra".
Os protestos aconteceram por conta do atual momento delicado do Botafogo fora de campo. O clube recebeu um "transfer ban" da Fifa. Além disso, nesta semana, perdeu Jefferson Savarino, um dos ídolos da história recente para o Fluminense, rival do Alvinegro.
"Não me importo que os torcedores não reconheçam mais isso. Não me importo. Reputação é quem as pessoas pensam que você é. Caráter é quem você realmente é. E eu sou o dono certo para este clube porque faço o meu trabalho todos os dias. E não me preocupo com as besteiras da imprensa. Não me preocupo com os torcedores que me amam, nem com os que me odeiam. Eu trabalho todos os dias pelos torcedores. E dei a esses torcedores o melhor ano da história deste clube. E vamos trabalhar muito duro para repetir o feito", concluiu.
Protesto
Torcedores do Botafogo protestaram contra o dono da SAF do clube, John Textor, na tarde deste sábado (24), no lado de fora do estádio Nilton Santos, horas antes do jogo contra o Bangu, pela 4ª rodada do Campeonato Carioca.

Os alvinegros no local gritaram palavras de ordem contra o mandatário, enquanto seguravam uma faixa que dizia: "Nós somos o Botafogo F.R.".

Este não é o primeiro protesto pela situação financeira do clube. O muro do CT Lonier, no Camorim, Zona Oeste do Rio, foi alvo de pichações na noite da última quinta-feira (22), com recados como "Cadê o dinheiro?", "Fora Textor" e "John ladrão" escritos nas paredes.

O Botafogo sofreu transfer ban, punição da Fifa que impede o clube de registrar novos jogadores, por não ter pago ao Atlanta United, dos Estados Unidos, o valor referente à contratação de Thiago Almada.