John Textor com o presidente do Botafogo, João Paulo MagalhãesVitor Silva / Botafogo

Rio - O distanciamento entre associativo e SAF do Botafogo aumentou a desconfiança sobre John Textor. O clube social cobra transparência e prepara uma ação judicial para obter mais informações dos últimos passos do empresário americano sobre as finanças do Glorioso.
Não é a primeira vez que o associativo cobra transparência de John Textor. Recentemente, o clube social enviou três solicitações para a divulgação de documentos e transações, de acordo com o "ge". Um dos assuntos investigados foi o empréstimo para pagar a dívida pela contratação de Thiago Almada.
No início de fevereiro, John Textor realizou um aporte financeiro para pagar a dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, para derrubar o transfer ban. O acordo previa o pagamento de 10 milhões de dólares (R$ 52,8 milhões) à vista e outras quatro parcelas de 5 milhões de dólares (R$ 105,6 milhões).
Para conseguir realizar o aporte, John Textor pegou um empréstimo. Porém, a segunda parte depende da aprovação do associativo. O momento, no entanto, é de desconfiança por causa da falta de transparência. Existe até um debate sobre a permanência do empresário americano no poder.
Detentor de 10% das ações, o clube associativo pode atuar como uma espécie de órgão fiscalizador da SAF, conforme prevê o Acordo de Acionistas do Botafogo. Na prática, no entanto, não é bem assim que funciona. Com isso, há uma falta de harmonia entre as partes.