Durcesio Mello, atual diretor-geral da SAF, ao lado de John TextorVítor Silva / Botafogo

Rio - As turbulências no Botafogo não param. Na noite da última quinta-feira (30), a SAF do Glorioso divulgou o balanço econômico do ano de 2025, com receita recorde e dívida bilionária. No documento, foi resumida a situação financeira do clube: faturamentos inéditos, frutos das conquistas esportivas de 2024; e uma dívida preocupante, que já era esperada devido ao caos nos bastidores.
A receita do ano passado foi a maior na história do Botafogo: R$ 1,44 bilhão. Praticamente a metade deste montante, R$ 733 milhões, veio da venda de atletas que, em sua maioria, participaram dos títulos de 2024. As maiores vendas foram de: Almada, Igor Jesus, o zagueiro Jair, o goleiro John e Savarino. Juntos, estes cinco renderam mais de R$ 380 milhões aos cofres do Glorioso.
Além disso, o lucro foi composto por R$ 269 milhões em premiações, tendo grande parte do valor vindo da participação na Copa do Mundo de Clubes, R$ 92 milhões em publicidade, R$ 52 milhões com assinaturas de sócio-torcedor e R$ 60 milhões com vendas de produtos.
Porém, mesmo com faturamento recorde, o Botafogo encerrou 2025 com as contas no vermelho. O passivo anual do clube chegou à marca dos R$ 2 bilhões, mas R$ 260 milhões representam receita não auferida (dinheiro que uma empresa recebe antes de entregar produto ou prestar serviço). Sendo assim, a dívida do Alvinegro no ano passado ficou em aproximadamente R$ 1,8 bilhão, também a maior da história do clube.
Destes gastos, quase R$ 450 milhões foram em transferências, sendo cerca de R$ 250 milhões destinados somente às compras de Danilo, Arthur Cabral e Montoro. Assim, no balanço geral, um 2025 marcado por recordes financeiros positivos e negativos se encerrou com um prejuízo de aproximadamente R$ 360 milhões ao Botafogo.