Durcesio Mello e John Textor na época da venda da SAF do BotafogoDivulgação/Botafogo

Rio - O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) tomou decisões importantes em relação ao Botafogo nesta segunda-feira (11). Uma delas foi devolver os poderes políticos da Eagle Bidco, dona de 90% da SAF do Glorioso. Além disso, considerou ilegal a eleição e posse de Durcesio Mello na estrutura da sociedade anônima do futebol do Alvinegro.
"Em razão da ilegalidade da eleição, o afastamento do Sr. Durcesio de Mello, portanto, é consequência lógica (o Tribunal Arbitral registra que não está analisando a decisão judicial que o nomeou em data posterior, em 28/04/2026). 142. O desrespeito aos comandos deste Tribunal Arbitral configura litigância de máfé. Suas consequências serão oportunamente aplicadas pelo Tribunal Arbitral, nos termos do art. 27 da Lei n.º 9.307/1996119 e do item 11.28 do Termo de Arbitragem", diz um trecho da decisão, segundo o 'ge'.
Em nota divulgada em 24 de abril, o Botafogo informou que Durcesio Mello, presidente do clube entre 2021 e 2024, foi nomeado em caráter interino como novo diretor-geral da SAF.
Situação de Textor
Em 23 de abril, o Tribunal afastou John Textor do comando da SAF do Botafogo. A arbitragem entendeu que "as medidas adotadas pela SAF Botafogo sob administração do Sr. John Charles Textor têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo".
Na decisão desta segunda-feira (11), os árbitros retiraram a cautelar que garantia a manutenção de Textor em sua posição estatutária. Ele, que continua afastado, não fica mais protegido a mudanças.
Conselho de Administração da SAF
O Tribunal também decidiu por suspender atos societários realizados sem a participação da Eagle, como informou a 'ESPN'. Ela, portanto, passa a ter direito de indiciar conselheiros.
Segundo o site, as indicações de Mandy Feldman e Ron Marx, feitas pelo grupo, passam a ter efeito imediato no Conselho de Administração da SAF.