John Textor divulgou seus planos ao retomar o controle da SAF do Botafogo graça a uma decisão na Justiça. Com a suspensão da decisão do Tribunal Arbitral de tirar seus direitos políticos, o empresário voltou a prometer um grande aporte financeiro de até 75 milhões de dólares (cerca de R$ 388 milhões) para resolver os problemas de transfer ban.
A primeira parte desse valor seria de 25 milhões de dólares (R$ 129,3 milhões). E o restante, segundo Textor, viria de "uma grande organização europeia do futebol".
"No meu primeiro dia de volta, estou me comunicando com todos os membros da equipe de gestão e com nossa equipe jurídica para definir o caminho a seguir. Pedirei aos advogados da SAF que auxiliem imediatamente na documentação de um investimento de 25 milhões de dólares, a ser aprovado pelo tribunal, para que os recursos possam entrar rapidamente no clube", disse o estadunidense em carta enviada ao jornalista Bernardo Gentile, do canal Arena Alvinegra.
No texto, o empresário ainda acusa dirigentes do clube socialde entrarem "em contato com minhas fontes de capital e pedindo que não financiem a SAF Botafogo", além de terem trabalhado para tomar o controle da SAF. Ele também colocou na conta dos sócios a situação financeira difícil do Botafogo, com seis punições de transfer ban na Fifa, e criticou o pedido de recuperação judicial.
"Se não fossem as ações do Clube Social, naquele dia e em muitos outros dias, a SAF Botafogo teria iniciado sua temporada com quase 65 milhões de dólares em caixa, o maior saldo de caixa de sua história como clube de futebol", disse, sem explicar que a operação envolveria grandes risco à SAF, que passaria a ter mais ações para novos sócios, nem falar sobre o aumento da dívida.
Apesar de ter retomado seus direitos no futebol do Botafogo, Textor ainda corre o risco de ver a decisão na Justiça ser derrubada novamente. Com a mudança no comando da SAF, a venda de 90% das ações para o grupo GDA, negociada pela Eagle Bidco, vira uma incógnita neste momento.
"O tempo da obstrução do clube social acabou, e a maioria dos associados deve se levantar contra sua liderança e permitir que nosso clube de futebol siga em frente”, completou.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.