John Textor ainda tenta retomar o controle da SAF do BotafogoVítor Silva/Botafogo

John Textor conseguiu uma vitória parcial na briga na Justiça do Reino Unido para retomar o controle da SAF do Botafogo. A Suprema Corte concedeu uma liminar que impede a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco - e que não enviou defesa, segundo o empresário - , de vender os 90% das ações até, pelo menos, 9 de setembro.
O prazo estipulado refere-se à nova data para a avaliação do caso. A informação é do site inglês CityAM.
"Agora existe um risco implícito de que as ações sejam vendidas mais cedo do que se imagina”, disse o juiz Mark Pelling em sua decisão.
Ele refere-se à negociação avançada da venda da SAf do Botafogo para Gabriel de Alba. Seu grupo GDA já participa ativamente da gestão do futebol alvinegro e ajudou na contratação de jogadores.
O mexicano, inclusive, deve chegar ao Rio de Janeiro na próxima semana. Havia a expectativa de oficializar a venda de 90% das ações, mas agora há incerteza diante da decisão da Justiça britânica.
" A decisão judicial no Reino Unido tratou essencialmente da questão da propriedade, pois tivemos de provar ao juiz que a alegação de titularidade constituía uma questão séria a ser julgada, com chances reais de êxito — e esse juiz solicitou todas as provas de propriedade antes de proferir sua decisão", escreveu Textor em uma postagem no Instagram.
"Está claro que continuo sendo o proprietário da SAF Botafogo, e a Justiça está começando a concordar com isso".

A briga de Textor pela SAF do Botafogo

Além da ação na Justiça do Reino Unido, o empresário estadunidense também tenta retomar o controle do futebol do Glorioso nos Estados Unidos e no Brasil. Nos tribunais brasileiros, ele não conseguiu impedir uma possível venda da SAF.
Já em solo estadunidense, Textor também tenta retomar o controle, sob alegação de que  "a Eagle Bidco nunca pagou a contraprestação em dinheiro exigida pelo contrato original". Ele  alega que teria que receber R$ 150 milhões para que o grupo que ele perdeu o controle, assumisse 90% das ações.
Ao mesmo tempo, o Botafogo acionou um gatilho no contrato de venda da SAF que o faria ficar com 51% das ações que pertencem à Eagle. O clube social diz que não houve um dos aportes prometidos, e sim uma simulação de investimento feita por Textor, o que seria uma quebra de contrato.