Presidente do Botafogo Social, João Paulo Magalhães, reuniu-se com o novo investidor da SAF, Gabriel de AlbaReprodução de Instagram

O Botafogo vive um momento de transição com a chegada da GDA de Gabriel de Alba, que já trabalha ativamente na gestão da SAF. Além da demissão de Franclim Carvalho, a diretoria anunciou a reestruturação do futebol, com forte influência do clube social presidido por João Paulo Magalhães nos nomes escolhidos.
O coordenador técnico, Paulo Bonamigo, o auxiliar, Marcelo Salles, o Fera, e o responsável pela preparação física, Ronaldo Torres, trabalharam no Boavista na época em que o dirigente foi o gestor. Essas indicações, inclusive, geraram desconforto entre sócios e torcedores do Glorioso por causa da participação ativa do clube nas decisões da SAF, o que não aconteceu com John Textor.

Histórico dos contratados pelo Botafogo

Entretanto, dos três nomes, dois têm história no clube. Ronaldo Torres foi o preparador físico nos títulos do Brasileiro de 1995 e do Carioca de 2010. Já Paulo Bonamigo foi o técnico em 2004.
Eles, entretanto, ficaram longe do futebol de elite nos últimos anos. Ao contrário de Marcelo Salles, que trabalhou no ano passado no Vasco e no Fluminense - e em 2024 no Grêmio - como auxiliar de Renato Gaúcho. Ele também tem passagem pelo Flamengo.
O novo coordenador técnico, de 65 anos, teve como último trabalho relevante o Remo na Série B de 2021. Desde então, só esteve no comando do clube paraense no ano seguinte, na disputa da Série C.
E o responsável pela preparação física, de 68 anos, trabalhou pela última  vez em um grande clube no Cruzeiro em 2021, na Segunda Divisão. Depois, passou por clubes menores como preparador e também auxiliar, como Uberlândia, Itabirito, Araruama e Boavista.
Diante do cenário, fica a dúvida dos torcedores se o clube social do Botafogo passará a ter mais voz com a nova gestão da SAF, ou se será algo provisório neste primeiro momento de transição.