Rodrigo Bellão no jogo entre Botafogo e Athletico-PRVítor Silva/Botafogo
Bellão avalia momento e vê Botafogo 'em processo de se levantar'
Interino acredita que o que falta para o time não é o desempenho, mas sim resultado; nesta segunda (24), Glorioso perdeu para o Athletico
Rio - O Botafogo passa por um momento turbulento na temporada, mas Rodrigo Bellão acredita que o time "já está em processo de se levantar". O técnico interino fez a análise na entrevista coletiva desta segunda-feira (24), depois da derrota para o Athletico-PR por 3 a 2, pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio Nilton Santos.
"A equipe já está em processo de se levantar. Eu vejo a equipe criando chances. Então, a gente precisa continuar buscando algumas atitudes... Aliás, na verdade, nem atitude, porque acho que não faltou para a equipe, faltam alguns ajustes para que consigamos equilibrar e os resultados começarem a acontecer. Estamos muito perto de conseguir, por alguns ajustes, trazer resultados melhores. Acho que não é o desempenho, é o resultado que está faltando".
O momento turbulento do Botafogo começou no dia 13 de agosto, quando o time perdeu para o Cienciano por 6 a 1, em Cusco, pelas oitavas da Sul-Americana. Na sequência, o Glorioso perdeu para o Vitória por 1 a 0 no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro.
Pouco depois, o Botafogo demitiu o técnico Franclim Carvalho. Rodrigo Bellão, do sub-20, assumiu os profissionais interinamente e esteve à frente do time na vitória por 1 a 0 Cienciano, no Nilton Santos. O resultado eliminou o Bota, que precisava vencer por cinco gols de diferença para forçar os pênaltis.
Já na partida desta noite, o Alvinegro sofreu dois gols praticamente em sequência do Athletico-PR por causa de erros na saída de bola. O time criou várias chances, mas só conseguiu marcar na reta final e não evitou a derrota.
"Para mim, uma questão não acaba sendo psicológica. Acho que, como a gente teve uma sequência negativa, isso acaba levando um aflorar de nervos, vamos dizer assim, pela partida. E eu procuro até olhar pelo outro lado, porque mesmo com um placar adverso, a gente ainda consegue criar muitas chances. A gente consegue buscar fazer dois gols aí no final, a gente consegue terminar muitas jogadas, e eu acho que se fosse uma questão psicológica mental, a equipe teria recuado, baixado".
"Mesmo com a própria pressão do jogo do Cienciano, que foi um jogo que precisava de placar elástico. O primeiro tempo e a gente cria chances pra conseguir fazer um resultado melhor. Então, eu não vejo por um aspecto psicológico. Não é fácil, após alguns resultados negativos, você conseguir tomar um gol de início, um segundo gol de início e ainda criar mais. Então, eu ainda vejo um pouco pelo contrário, eu acho que eu veria uma parte psicológica ruim se a gente não tivesse reagido no jogo e acho que a gente reagiu bem".

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