Rodrigo Bellão está pressionado com o atual momento do BotafogoVitor Silva / Botafogo

Rodrigo Bellão admitiu que a situação do Botafogo no Brasileirão é desconfortável. Com o tropeço em casa diante do Red Bull Bragantino, a distância para a zona de rebaixamento caiu para quatro pontos, e o técnico entende haver urgência numa reação do time, que não vence há seis rodadas.
"Eu acho que a gente precisa ter atenção com responsabilidade. Desde que eu estou aqui, trabalho para vencer partidas e estou sempre olhando pra cima na tabela, mas logicamente olho 360 graus. Tem de saber que precisa reagir rapidamente, esse é o sentimento. De entender o momento para reagir e conseguir as vitórias", avaliou.

Problema defensivo do Botafogo preocupa

E para conseguir a reação, o Botafogo precisa resolver um problema que vem se repetindo durante as partidas e que resultou no gol do Bragantino, quando Montoro foi desarmado na intermediária. Bellão vê uma dificuldade do time em não entender que, em alguns momentos, precisa dar o chutão sob pressão, e não tentar sair jogando com passes.
"A gente tem que ter esse sentimento, entender que às vezes o lance pede simplicidade. É um problema mais recorrente do que a minha passagem e é uma coisa que tenho falado muito. Precisamos, em alguns momentos, entender a necessidade que o jogo está pedindo. Não é só quando toma o gol, mas sofre situações de perder bola na defesa. Precisa de reação rápida de mudar algumas coisas", analisou.
"O sentimento é de urgência para entender o que a gente precisa fazer para evitar esse tipo de situação".

Análise de Bellão sobre o empate

O técnico do Botafogo também apontou duas questões importantes que contribuíram para o empate no Nilton Santos. Uma delas foi o fato de o time não ter controlado a partida, jogando mais como o Bragantino está acostumado.
"Acho que a gente iniciou conseguindo ter posse no campo ofensivo, mas começamos a sofrer um pouco com as transições. Acabou condicionando por ser um jogo lá e cá, lá e cá no primeiro tempo, isso é ruim para a nossa equipe e favorece o jogo do nosso adversário", disse.
O outro problema é mais recorrente: sair atrás no placar, principalmente antes do intervalo.
"Sofrer gol no primeiro tempo desestabiliza um pouco o coletivo. Teve a expulsão no final do primeiro tempo, que também condiciona. No intervalo, a gente conseguiu enxergar onde teria vantagens e conseguiu começar muito bem o segundo tempo, com chances, levantando o astral da equipe. Fazemos o gol e depois começa a trocar por ansiedade, o que faz a gente errar e voltar a sofrer com transição", afirmou.