Tite em ação no duelo entre Botafogo e Chapecoense, no Nilton SantosVítor Silva / Botafogo
“Uma retribuição ao carinho do torcedor. A gente sente do lado de fora e o atleta dentro de campo. Nós tínhamos a responsabilidade de desempenhar um bom futebol e vencer. Sendo consistentes. Tivemos um volume muito grande, número de oportunidades e sem dar ao adversário essas chances”, disse o treinador, em entrevista coletiva depois do confronto.
O gol da partida foi de Tiquinho, logo no começo da etapa inicial. Na vaga de Arthur Cabral, o atacante ganhou oportunidade entre os titulares e deu a melhor resposta possível. Ele aproveitou cruzamento de três dedos de Matheus Martins e, de cabeça, mandou para dentro.
“Sinto todo o trabalho que ele faz, o seu dia a dia, o seu carisma, o quanto atrai de energia legal para o grupo independente de iniciar ou não. Tem uma história marcante dentro do clube. Normalmente o marcador do Matheus Martins tira o meio para impedir a finalização e dá o fundo, e o Tiquinho tem uma presença de área impressionante. É sempre uma oportunidade de gol”, avaliou Tite.
Outras respostas de Tite
. Situação de Ziyech: “Falta parte física e ritmo. A qualidade técnica dele é impressionante, porém (falta) uma rotação e uma condição física que vai dar essa adaptação e vai dar o ritmo do futebol brasileiro também. Vai elevar esse nível de desempenho”.
. Equilíbrio: “Esse box to box o Danilo e o Huguinho têm. A competição entre os atletas faz elevar o nível técnico. O campo fala. Mesmo assim, com as observações que você disse de ajustar, a equipe não sofreu. Isso é consistência. Linha de três montada. Ferraresi fazendo a saída, Marçal dando segurança, o Telles sendo elemento surpresa. Ele tem muito bom pé, é articulador e jogou assim como na seleção brasileira. Esses ajustes ofensivos são por vezes de pequenos detalhes, de características de cada um. Eu colocava para eles o seguinte: ‘vamos repetir o desempenho que tivemos contra o Coritiba e acrescentar a precisão de finalização’. Só não precisava acertar dez no gol e o goleiro ser o melhor em campo (risos)”.
. Próximos jogos: “Cada jogo tem sua história e não podemos projetar a situação dessa para o outro jogo. É difícil, a gente começa a trabalhar o próximo jogo agora. Tento analisar a circunstância, às vezes a necessidade que um jogo te dá... Como foi com o Tiquinho cansado, pedindo cinco minutos mais. Até brinquei para ele pedir para sair. Às vezes o jogo pede um cara mais vertical, mais dinâmico, outro pede um cara mais criativo... Eu gosto de manter a estrutura defensiva sólida, mas na frente ela vai se moldando, se ajustando e aí cada jogo tem uma história”.
. Postura do time: “A equipe conseguia furar o bloqueio. No segundo tempo, priorizei ficar com a bola. Triangular, inverter de um lado e bater do outro, que você cansa a equipe para depois verticalizar. Mesmo que às vezes exija um jogo lateral e mais curto. Porque senão fica bate e volta. Não dá. Essa foi a orientação. Para ter esse ponto de equilíbrio e criar as chances que teve”.

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