O empresário americano e ex-gestor da SAF do Botafogo, John Textor, veio a público por meio de suas redes sociais, poucas horas depois de responder a uma publicação do “Canal do Manel”, para divulgar documentos sobre seu período à frente do Alvinegro e contestar sua saída.
Os documentos contêm informações sobre os aportes financeiros que estavam acordados e os que foram realizados diretamente por ele ao Alvinegro, além das transferências que ocorreram entre Botafogo e Lyon durante o período em que Textor era um dos conselheiros da Eagle Bidco, empresa que é a acionista majoritária do clube.
Foram dois documentos publicados. No primeiro, Textor detalha os valores dos aportes financeiros que realizou ao Botafogo. O objetivo da divulgação seria comprovar que ele não repassou os valores posteriormente ao Lyon, como alega o clube associativo. Essa conduta configuraria o crime de fraude e acionaria o bônus de subscrição, mecanismo que transferiria o controle majoritário do clube das mãos da Eagle Bidco para o associativo.
Em planilhas, John Textor listou a entrada de R$418,4 milhões nos cofres do Botafogo, valor que superaria em mais de R$18 milhões o montante exigido, com praticamente um ano de antecedência em relação ao prazo estabelecido, de acordo com o próprio.
No outro arquivo divulgado, que trata das transferências entre Botafogo e Lyon registradas nas contas da empresa gestora de ambas as SAFs, o balanço indicaria que o clube brasileiro recebeu 15,8 milhões de euros (cerca de R$90 milhões na cotação atual) a mais do que enviou aos franceses. Ao todo, teriam entrado nos cofres alvinegros 147 milhões de euros, enquanto 134 milhões de euros teriam sido transferidos para o clube francês.
A única transferência que ainda estaria pendente entre os dois clubes, segundo o documento apresentado por Textor, seria referente à venda de Savarino para o Fluminense, em um valor aproximado de 3 milhões de euros (cerca de R$17 milhões).
Além disso, também foi publicado, junto dos documentos, um memorando imenso com diversas acusações ao presidente do clube social do Botafogo, João Paulo Magalhães. Ele também relembra o caso das vendas de Danilo e Montoro, que seriam feitas para o Nottingham Forest, que, na época, foram descritas como uma tentativa de prejudicar o próprio clube. Porém, o ex-gestor argumentou que eles seriam vendidos e emprestados novamente para a equipe.
Por fim, ele contesta a Assembleia Geral Extraordinária de 1º de julho de 2026, que destituiu ele, Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum das posições de conselheiros administrativos do Botafogo.
Veja as postagens abaixo:
Anatomy of a Theft (Part 2)…Read and listen to the evidence: João Paulo Magalhães Lins: A Record of Dishonesty in service of a Hostile Take-over João Paulo Magalhães Lins: Um Registro de Desonestidade a Serviço de uma Tomada de Controle Hostil https://t.co/cAhl5IpEJ9
Anatomy of a Theft (Part 3): Read and listen to the evidence… Block and Blame: How capital was kept out of S.A.F. Botafogo, and who was blamed for the consequences. Bloquear e Culpar Como o capital foi mantido fora da S.A.F. Botafogo, e quem foi culpado pelas consequências. https://t.co/KqhXDdl6bv
Anatomy of a Theft (Part 4): The Financial Record and the Social Club’s corrupt claim of 51% The Financial Record and the Social Club’s corrupt claim of 51% https://t.co/VNhlH5t0nL
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