Bahia - Atordoados no tempo regulamentar, os Estados Unidos acordaram na prorrogação e venderam caro a derrota por 2 a 1 para a Bélgica, nesta terça-feira, na Fonte Nova, que acabou eliminando o país da Copa do Mundo. A seleção comandada por Jurgen Klinsmann não se importou em deixar espaços para os contra-ataques, pressionou o rival e teve chances para levar a decisão da vaga às quartas de final para as penalidades. O esforço dos jogadores foi exaltado pelo técnico na entrevista coletiva após a partida em Salvador.
Bélgica desencanta na prorrogação, vence os EUA e vai às quartas de final
"É muito chato para nós perder depois dos 120 minutos, quando os jogadores deram muito. Foi um drama. Tivemos chance de empatar no fim. Gostaria de parabenizar a Bélgica por passar. É um jogo que foi ao extremo. Eles deram tudo o que podiam e deixaram o país orgulhoso com seus desempenhos. Em momentos assim você acredita que seu time aprendeu algo sobre jogar em alto nível. Eles chegaram a seus limites", disse Klinsmann.
Howard lamenta eliminação, mas exalta atuação dos EUA no revés para Bélgica
Apesar do revés, Klinsmann deu tom épico à partida e reconheceu a superioridade adversária em boa parte do duelo - a Bélgica criou 38 chances de gol e Tim Howard fez 16 defesas, novo recorde em Copas. Mesmo decepcionado por ver escapar a vaga tão próxima, ele destacou a evolução da seleção norte-americana. "Obviamente hoje foi uma experiência triste para nós. Mas agora sabemos que podemos encarar as principais seleções olho no olho", avisou o treinador.
Klinsmann poderia ter se igualado a Luiz Felipe Scolari e Guus Riddink como os únicos técnicos a atingirem as quartas de final de uma Copa por duas seleções diferentes - em 2006, ele comandava a Alemanha. O ex-atacante espera por uma nova chance no Mundial de 2018, na Rússia.
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"Espero que sim (esteja na Copa de 2018), tenho contrato até lá", desejou o técnico. Caso fique, ele já pensa em renovar ainda mais o grupo norte-americano. O atacante Julian Green, de 19 anos, autor do gol de honra contra a Bélgica, já é um dos nomes que devem ganhar mais espaço visando o próximo Mundial.
"Quando termina uma Copa do Mundo você mira os jovens. É assim que se começa um novo ciclo. Estamos muito empolgados com jovens jogadores que estão surgindo. Temos também que preparar o ciclo olímpico. É muito importante vir ao Rio de Janeiro daqui a dois anos", finalizou Klinsmann, citando a Olimpíada de 2016.