Carlo Ancelotti em amistoso entre Brasil e França, na última Data FifaFranck Fife / AFP

Rio - A menos de uma semana da convocação para a Copa do Mundo, a ser divulgada na próxima segunda-feira (18), Carlo Ancelotti revelou em entrevista ao "The Athletic", braço esportivo do jornal americano "The New York Times", que sua maior dificuldade está sendo definir os dois últimos nomes da lista para o Mundial, que ainda estão em aberto.
O treinador afirmou já ter em mente 24 dos atletas que serão convocados, mas ainda ter dúvidas quanto às duas vagas restantes: "Esses (24) são os mais fáceis. O mais difícil é descobrir os outros dois (jogadores). A concorrência está altíssima".
Ancelotti revelou ter acompanhado mais de 70 brasileiros, de diversos clubes do mundo, mas confessou que assistir aos jogos tem sido motivo de tensão, por conta das lesões sofridas por jogadores importantes — como Estêvão, Militão e Rodrygo — recentemente. "Estou realmente com medo, muito preocupado assistindo aos jogos", revelou o italiano.
Sobre a Seleção que tem em mãos, o treinador demonstrou otimismo: "É uma boa equipe. Podemos competir com qualquer um. Existem outras equipes muito competitivas: França, Espanha, Argentina, Inglaterra, Alemanha e Portugal. Eu observei todos os times ao longo deste ano. Não existe time perfeito".
"Cada seleção tem seus próprios problemas. Nós temos problemas. Não estamos totalmente bem servidos em todas as posições. A equipe que vencer não será a perfeita, será aquela mais forte e capaz de superar os erros", completou o técnico da seleção brasileira, que disparou: "O Brasil não quer apenas participar da Copa do Mundo. O Brasil quer tentar vencer. Essa é a nossa responsabilidade", disse.
Em seguida, ao tratar de seu ex-clube, Real Madrid, Carlo Ancelotti aprovou o possível retorno de José Mourinho, seu "grande amigo", ao comando da equipe merengue. "Ficarei muito feliz por ele estar de volta ao Real Madrid. Ele pode fazer um trabalho fantástico, como sempre fez em todos os clubes por onde passou", finalizou.