Não é novidade que a Copa do Mundo é conhecida por reunir os melhores jogadores do futebol internacional. Porém, de quatro em quatro anos, por lesões, escolhas de treinadores ou quedas nas eliminatórias, alguns craques são obrigados a assistir à Copa do sofá. Em homenagem a eles, O DIA preparou uma lista com as ausências mais sentidas deste Mundial.
Só na seleção brasileira, as estrelas que ficaram de fora por lesão já formam uma lista de peso. Rodrygo, Estêvão e Éder Militão foram três das ausências mais sentidas. Antes de se machucarem, todos eles vinham sendo nomes de confiança de Ancelotti e tinham um lugar praticamente garantido no Mundial.
Na Espanha, o jovem Fermín López, do Barcelona, brigava por vaga no Mundial até se lesionar. Já Hugo Ekitiké, do Liverpool, fez gol no Brasil em amistoso e era nome quase certo na convocação da França. O mesmo ocorreu com os meias Mohamed Kudus e Xavi Simons, do Tottenham, que defenderiam Gana e Holanda.
Os holandeses também perderam o zagueiro Matthijs de Ligt, do Manchester United. Além deles, o defensor inglês Ben White, do Arsenal, e o atacante alemão Serge Gnabry, do Bayern de Munique, foram outras ausências por lesão.
Hugo Ekitiké marcou no amistoso contra o Brasil, em março deste anoMichael Owens / AFP
Não foram poucos os craques que ficaram de fora da Copa por escolha dos treinadores. No Brasil, a ausência mais sentida certamente foi a do atacante João Pedro, do Chelsea, que fez sua melhor temporada na carreira e vinha sendo frequentemente convocado por Ancelotti.
Na seleção inglesa, o técnico Thomas Tuchel fez uma aposta digna de 'all-in' e deixou de fora nomes de peso, como o astro Cole Palmer, do Chelsea, o defensor Alexander-Arnold, do Real Madrid, o meia Phil Foden, do Manchester City, e os experientes Luke Shaw e Harry Maguire, do Manchester United.
Didier Deschamps, da França, preferiu não chamar o meia Eduardo Camavinga, do Real Madrid, e o atacante Kolo Muani, que pertence ao PSG. Além disso, deixou de convocar 'figurinhas carimbadas' em Copas, como os atacantes Antoine Griezmann e Kingsley Coman, que poderiam ter uma última participação no torneio.
Na Espanha, ficaram de fora os defensores Dean Huijsen e Dani Carvajal, do Real Madrid, e Alejandro Balde, do Barcelona. O goleiro alemão Ter Stegen, ex-Barça, perdeu espaço após sucessivas lesões e não foi convocado, assim como o lateral holandês Jeremie Frimpong, do Liverpool.
Cole Palmer enfrentou Flamengo e Fluminense no Super Mundial, em 2025David Ramos / AFP
Uma das ausências mais sentidas desta Copa do Mundo, a seleção da Itália caiu nas eliminatórias européias e tirou do Mundial craques como o goleiro Gianluigi Donnarumma, do Manchester City, os defensores Alessandro Bastoni e Riccardo Calafiori, de Inter de Milão e Arsenal, e os meias Sandro Tonali, do Newcastle, e Nicolò Barella, também da Inter.
Com a eliminação da Polônia, o astro Robert Lewandowski, ex-Barcelona, não poderá disputar sua última Copa. Craque do PSG, o atacante Khvicha Kvaratskhelia também estará de fora do Mundial, assim como o goleiro Giorgi Mamardashvili, do Liverpool, porque a seleção da Geórgia não conseguiu se classificar.
Enquanto isso, a desclassificação da Hungria tirou do Mundial o meia Dominik Szoboszlai, do Liverpool. Com a Eslovênia fora, o goleiro Jan Oblak, há doze anos no Atlético de Madrid, e o atacante Benjamin Sesko, do Manchester United, também vão assistir à Copa do sofá.
Por fim, Chile e Venezuela foram outras seleções a não se classificarem para a Copa. Com isso, o volante chileno Erick Pulgar, do Flamengo, não entrará em campo no Mundial, assim como os venezuelanos Jefferson Savarino e Yeferson Soteldo, ambos do Fluminense, que fecham a lista de ausências confirmadas.
Matéria de João Vitor Cravo sob a supervisão de Pedro Logato
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.