Carlo Ancelotti comanda o Brasil há pouco mais de um ano; Hajime Moriyasu está à frente do Japão desde 2018AFP

Estados Unidos - O Brasil não terá vida fácil na segunda fase da Copa do Mundo. Isso porque o Japão, primeiro adversário da Seleção no mata-mata, tem a estabilidade como chave em busca de uma grande campanha no torneio internacional. E a calmaria foi justamente o que faltou à Amarelinha ao longo de todo o ciclo de preparação para o Mundial.

Um time consolidado, outro em formação

Os japoneses contam com Hajime Moriyasu no comando há oito anos. O técnico já consolidou o seu trabalho e quer levar o país às oitavas de final. Enquanto isso, os brasileiros, de 2022 para cá, passaram nas mãos de Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti.

A seleção japonesa tem nomes menos badalados, mas vê a organização e a coletividade como peças fundamentais em seu estilo de jogo. Já o Brasil, que ainda almeja construir uma identidade, aposta na qualidade individual para crescer e, assim, melhorar a cada partida. 

O desempenho antes da Copa do Mundo

Mais estável, o Japão fez ótima preparação e foi o primeiro a garantir um espaço no torneio internacional. A seleção não perde há nove meses, desde setembro do ano passado. No ciclo, superou algumas potências do futebol mundial: Alemanha (4 a 1), Inglaterra (1 a 0) e o próprio Brasil (3 a 2).

Do outro lado, para além das trocas de técnico, a seleção brasileira acumulou atuações irregulares e uma campanha decepcionante nas Eliminatórias Sul-Americanas - ficou em quinto lugar, a sua pior colocação na história.

As trajetórias no Mundial

Os dois estão invictos na Copa do Mundo. Os japoneses, que terminaram em segundo lugar no Grupo F, empataram com Holanda (2 a 2) e Suécia (1 a 1), e golearam a Tunísia (4 a 0). Líderes do Grupo C, os brasileiros empataram com Marrocos (1 a 1) e venceram Haiti (3 a 0) e Escócia (3 a 0).

Brasil e Japão vão se enfrentar nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston. Quem vencer garante a classificação. Em caso de empate, a decisão vai para a prorrogação. Se a igualdade persistir, a vaga precisará ser definida nos pênaltis.