Antônio Carlos em ação pelo Houston DynamoFoto: Houston Dynamo

Rio - Os Estados Unidos sediam uma Copa do Mundo pela segunda vez na história e buscam repetir a campanha de 2002, quando disputaram as quartas de final. O futebol, que antes tinha pouca relevância no país, hoje figura entre os esportes mais populares entre os norte-americanos.
Com trajetória no futebol dos Estados Unidos, Antônio Carlos, ex-jogador do Fluminense e atualmente no Houston Dynamo, analisou a evolução da MLS nos últimos anos. O zagueiro destacou que a chegada de craques como Lionel Messi foi fundamental para o crescimento da liga.
"A liga evoluiu muito, principalmente pela organização. A chegada de jogadores como Messi, De Paul, Müller, Son e muitos outros atraiu ainda mais atenção para a MLS e também abriu caminho para que outros atletas de alto nível viessem jogar aqui", disse Antônio Carlos, em entrevista ao DIA.
Esta é a segunda passagem do zagueiro de 33 anos pelos Estados Unidos. Atualmente no Houston Dynamo, o jogador atuou anteriormente no Orlando City entre 2020 e 2024, antes de acertar com o Fluminense. Nesse período, disputou 106 partidas, marcou três gols, deu três assistências e conquistou um título.
"Os torcedores estão muito mais conectados com o futebol. Antes, a gente ouvia muito mais sobre a NBA e o futebol americano. Hoje, é comum ouvir as pessoas falando sobre futebol nas ruas. A MLS vem ganhando cada vez mais reconhecimento no mundo inteiro", destacou o jogador.

Diferenças com futebol brasileiro

Revelado pelo Corinthians em 2011, o zagueiro atuou no futebol brasileiro até 2019, com passagens por Palmeiras, Avaí e Ponte Preta. Antônio Carlos retornou ao Brasil em 2024 para defender o Fluminense e, depois, o Sport, em 2025, antes de voltar aos Estados Unidos. O defensor citou as diferenças em relação ao futebol brasileiro:
"A organização é, sem dúvida, uma das principais diferenças. Além disso, alguns clubes daqui têm estruturas maiores e melhores do que muitos clubes brasileiros. Isso ajuda bastante no desenvolvimento e no desempenho do atleta. O Brasil ainda pode evoluir bastante na questão da organização. Não apenas a liga, mas também muitos clubes poderiam investir ainda mais nesse aspecto", disse

Copa do Mundo nos Estados Unidos

A chegada de craques como Lionel Messi não é a única razão que impactou no desenvolvimento da liga norte-americana de futebol. Esta é a segunda vez que o país recebe a Copa do Mundo. No ano passado, também recebeu o Mundial de Clubes. Antônio Carlos comentou o impacto da competição no território norte-americano.
"No geral, está sendo muito bonita a festa. É muito legal ver a organização e tudo o que estão fazendo pelo país. As ruas estão cheias de torcedores representando seus países, e isso torna o ambiente muito especial", disse o zagueiro.
Os Estados Unidos entram em campo nesta segunda-feira (6) contra a Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O jogo será às 21h (de Brasilia), no Lumen Field, em Seattle. Quem avançar de fase enfrentará Portugal ou Espanha nas quartas de final.
*Matéria sob supervisão de Rodrigo Souza