Victoria Villarruel, atual vice-presidente da ArgentinaJuan Mabromata / AFP
"Não vou ser politicamente correta nem peito frio, contra os ingleses sempre é algo a mais. São as malvinas, é o Diego, é a última de Leo e é botar freio nos invasores", disse a vice-presidente em uma mensagem na rede social X na terça-feira.
O conflito bélico, que durou 74 dias, terminou com a vitória do Reino Unido e um total de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
"Vai, Argentina! Porque até o último suspiro vamos reivindicar o que é nosso!", concluiu Villarruel.
A mensagem da vice-presidente argentina vai na contramão das declarações do próprio treinador da seleção argentina, Lionel Scaloni, e de vários jogadores que procuraram reduzir o tom das implicações da partida, despojando-a de qualquer conteúdo político ou histórico.
"É uma partida de futebol, não tem outra forma de dizer. Então, misturar seria uma loucura", havia dito Scaloni a respeito.
Na terça-feira, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, afirmou que, de acordo com o esquema de segurança estabelecido pelos Estados Unidos para a partida que será disputada na cidade de Atlanta, os torcedores argentinos não poderão entrar no estádio com bandeiras ou qualquer elemento alusivo às Ilhas Malvinas.
"Não vão poder entrar bandeiras com mensagens deste tipo", disse Monteoliva à rádio La Red. "Nada que contenha uma mensagem que possa provocar qualquer tipo de situação", acrescentou.
A alusão às ilhas está presente de forma habitual nas bandeiras dos clubes de futebol argentinos, também naquelas que incentivam a seleção e nos cânticos das torcidas.
"Isso é mais complicado, não dá pra tapar a boca das pessoas", respondeu, bem-humorada, a ministra, quando foi consultada a respeito.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.