Os números não deixam espaço para a modéstia: 42 jogos, 12 gols, 10 assistências e 22 participações diretas em gols. São 2.662 minutos em campo, média de 72 minutos por partida. Números que, sozinhos, já fariam barulho. Mas Samuel Lino tem feito algo maior: transformado estatística em espetáculo.
Há nele a velocidade do raio e a insolência dos grandes jogadores. Quando parte para cima, o marcador não sabe se recua, se acompanha ou se pede socorro.
Quando encontra espaço, transforma o gramado em estrada. Quando a bola chega aos seus pés, a torcida parece saber, antes dele, que alguma coisa vai acontecer.
E talvez esteja aí a grandeza do momento. Samuel Lino não é apenas um jogador produzindo números; é um jogador decidindo partidas, alterando o ritmo do Flamengo e despertando no torcedor aquela antiga sensação de que o futebol pode ser uma surpresa permanente.
Doze gols. Dez assistências. Vinte e duas participações.
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