O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, voltou a manifestar preocupação com os efeitos da Medida Provisória que restringe a atuação das casas de apostas no Brasil. Em entrevista à Flamengo TV, nesta segunda-feira (28), o dirigente citou, inclusive, o risco de comprometimento dos campeonatos estaduais diante da perda de receitas provenientes do mercado de bets.
Os exemplos de 2026 mostram a dimensão dessa relação.
No Rio de Janeiro, o Campeonato Carioca teve a Superbet como patrocinadora máster, incorporando a marca ao nome oficial da competição. Em São Paulo, a Rivalo firmou com a Federação Paulista de Futebol um acordo que incluiu propriedades comerciais do Paulistão e naming rights das Séries A2, A3, A4 e Copa Paulista, além de ações envolvendo 46 clubes. A própria FPF classificou o contrato como o maior patrocínio coletivo de sua história.
Em Minas Gerais, a Start Bet patrocinou oficialmente o Campeonato Mineiro, com exposição da marca nas placas e backdrops das 59 partidas da competição.
Embora os valores individuais desses contratos não tenham sido divulgados publicamente nas fontes consultadas, os acordos evidenciam o peso comercial das bets na estrutura dos estaduais. Com a retirada desse mercado, federações e clubes passam a enfrentar a necessidade de substituir, em curto prazo, receitas e propriedades comerciais que já estavam incorporadas ao calendário de 2026.
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