Pablo tem contrato até o fim do anoDivulgação / Flamengo

Rio - Com uma passagem discreta e cercada de polêmicas, o zagueiro Pablo falou sobre seu período no Flamengo. Atualmente no São Bernardo, o atleta de 34 anos revelou detalhes sobre a falta de oportunidades sob o comando de Filipe Luís em 2025, mas afirmou não guardar mágoas do clube rubro-negro.
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“O futebol tem ciclos e decisões que vão além das decisões dos jogadores. Uma decisão foi tomada, e eu simplesmente a respeitei. Eu sou um cara que, independentemente do que estou vivendo, consigo ressignificar as coisas e trazer algo positivo de uma situação que muitos atletas veriam como negativa. Imagina você ficar um ano sem jogar? Não por opção sua, mas porque outra pessoa decidiu isso por você”, disse Pablo, em entrevista à 'ESPN'.

“Então, eu permaneci esse ano sem atuar. A falta de oportunidades e de estar inserido no clube traz um pouco de tristeza, sim. Mas hoje eu estou aqui, estou feliz, motivado, e vou falar a mesma coisa que falei ontem: eu estou me sentindo com 18 anos”, completou.

Pablo chegou ao Flamengo em 2022, por cerca de R$ 14 milhões. Ao todo, disputou 51 jogos com a camisa rubro-negra. O zagueiro fez sua última partida pelo clube no início de 2025, contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca.
No dia 26 de janeiro, o Flamengo anunciou o afastamento do defensor e o liberou para buscar um novo clube. Desde então, Pablo passou a treinar separado do elenco, em horários alternativos no Ninho do Urubu, seguindo um cronograma de atividades na academia e no gramado.

Apesar das poucas oportunidades e de um 2025 conturbado, o zagueiro afirmou ser grato pela passagem pelo Flamengo:

“A minha relação com o Flamengo é só de gratidão no meu coração. Não tem como entrar nada de ruim; ela é blindada por mim mesmo. Porque, se a gente deixa as pessoas dominarem o nosso coração, quando se perde um jogo, isso afeta. Então, o meu sentimento é de gratidão e de honra, porque chegar ao Flamengo, jogar no Flamengo, é um privilégio para pouquíssimos jogadores. Eu, graças a Deus, pude jogar nas duas maiores torcidas do Brasil: Corinthians e Flamengo. Poucos têm esse privilégio. Então, o meu sentimento é de gratidão e de honra”.