Presidente Luiz Eduardo Baptista, o BapGilvan de Souza / Flamengo

Rio — O Flamengo reduziu o número de atletas nas categorias de base, de cerca de 400 para 250, em 2025, primeiro ano da gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap. De acordo com o "ge", a intenção da diretoria em enxugar o plantel é focar em desenvolver e criar novos talentos, mesmo que isso signifique resultados esportivos ruins.

Apesar de títulos relevantes conquistados pela base nos últimos anos, como o bicampeonato da Libertadores e do Mundial sub-20 em 2024 e 2025, a avaliação interna é que eles não são parâmetro para avaliar o sucesso do trabalho.

Conforme a diretoria, desde Vinicius Júnior, vendido ao Real Madrid em 2018, poucos garotos revelados pelo Rubro-Negro causaram impacto. Uma das exceções foi João Gomes, transferido ao Wolverhampton, da Inglaterra, em 2023.

O português Alfredo Almeida foi o escolhido pelo diretor de futebol José Boto para comandar as mudanças na área. Em reunião com conselheiros no último mês de dezembro, Bap afirmou que a meta é contratar reforços pontuais e focar em atletas entre 15 e 17 anos, adquiridos por valores até R$ 2 milhões, considerados baixos. A perspectiva é que se apenas um desses focar, compensaria os investimentos.

Além disso, o Flamengo segue reforçando parcerias com clubes formadores, como o Inter de Minas, de Itaúna, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Centro Esportivo Wilson Goiano (CEWG), em Trindade, Goiás, e o Clube Trieste, de Curitiba.

O Rubro-Negro também dispensou os chamados "jogadores-problema", com o objetivo de implementar uma nova cultura de esforço e dedicação.
Atletas das categorias de base, do sub-6 ao sub-20, e integrantes das comissões técnicas se reapresentaram na Gávea nesta sexta-feira (23) para dar início à temporada de 2026.