Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o presidente do FlamengoReprodução
Segundo os advogados rubro-negros, o processo tenta atribuir exclusivamente ao Flamengo um problema estrutural do futebol brasileiro, ignorando outras instituições do esporte. Eles afirmam terem sido escolhidos como alvo de forma seletiva, o que, na avaliação da defesa, transforma a ação em um ataque direcionado a uma única agremiação, sem justificativa proporcional.
A ação foi protocolada após declarações do então diretor da base, Alfredo Almeida, dadas em julho, no Ninho do Urubu. As falas foram interpretadas como racistas e motivaram a reação da entidade. Posteriormente, o dirigente se desculpou publicamente, afirmando que suas palavras foram retiradas de contexto e que não houve intenção discriminatória.
No processo, a 'Educafro' também sustenta que a agremiação teria um histórico de práticas racistas desde o início do século XX, mencionando episódios envolvendo atletas negros e situações ocorridas ao longo das décadas. A entidade cita nomes históricos do futebol brasileiro e afirma que casos de discriminação teriam persistido até os anos mais recentes, incluindo manifestações de torcedores.
O Flamengo também destacou que desenvolve campanhas e programas voltados ao enfrentamento do racismo, como ações educativas, cursos e materiais institucionais, e afirmou que políticas de não discriminação fazem parte da sua governança. Já a 'Educafro' pede, além da indenização, medidas como criação de comissão de igualdade racial e adoção de políticas afirmativas dentro da estrutura do clube.

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