Samuel Lino comemora gol marcado pelo Flamengo sobre o Ceará, no MaracanãReginaldo Pimenta / Agência O Dia
“É normal a pressão, a torcida querer falar. Aqui no Brasil é um valor muito alto. Entendo, eles têm razão. Mas, da mesma forma que eu comecei e eles falaram muito bem, também podem cobrar, depois voltar a falar bem”, disse Lino.
“Ser a contratação mais cara não pesa tanto, porque quando eu estava em outro clube e não era a contratação mais cara, eu tentava dar o meu melhor igual, 100% de mim em todos os jogos, nos treinos, em tudo que tratasse do meu trabalho com o clube. O valor não entra nessa situação. Não tem peso nenhum. Entro em cada jogo para fazer o meu melhor. Independente se for a contratação mais cara ou mais barata, tentaria dar o meu melhor sempre”, completou.
Samuel Lino, que já atuou nas categorias de base do clube, retornou ao Flamengo em julho de 2025 por 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 163 milhões). O ponto alto da passagem pelo Rubro-Negro até aqui foi no triunfo por 8 a 0 contra o Vitória, anotando dois gols e três assistências.
No entanto, terminou a temporada abaixo do esperado. O atacante afirmou que problemas pessoais podem afetar o rendimento dentro de campo:
“Muitas coisas às vezes acontecem e as pessoas não sabem. Não sabem da vida pessoal e de muitas coisas. O que aconteceu é que a primeira impressão que deixei foi um caos, de estreia e tudo. Depois veio Libertadores, dois jogos com o Inter. A gente indo bem, eu também indo bem. Depois dei uma baixada nessa intensidade e, quando se joga em um clube tão grande quanto o Flamengo, as pessoas não esperam isso”, disse.
“Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias”, completou.
O atacante retorna a campo na próxima quinta-feira (19), contra o Lanús, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana. A partida será disputada no La Fortaleza, na Argentina, às 21h30 (de Brasília).

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