Rio - O confronto desta quinta-feira (19), entre Lanús e Flamengo, passou a ser tratado como incerto nos bastidores diante da possibilidade de uma greve geral na Argentina. A mobilização, em discussão por centrais sindicais do país, pode interferir diretamente na realização de eventos esportivos e afetar a estrutura necessária para a abertura dos estádios, o que coloca o duelo pela Recopa sob risco de adiamento.
O ponto central da preocupação envolve a UTEDYC, sindicato que representa trabalhadores de entidades esportivas. Uma eventual adesão ao movimento significaria a ausência de profissionais responsáveis por serviços operacionais básicos, como controle de acesso, segurança e manutenção, fatores considerados indispensáveis para a liberação do local da partida pelas autoridades argentinas.
A possível paralisação é debatida no âmbito da CGT (Confederação Geral do Trabalho), que reúne sindicatos de diversos setores e avalia a convocação de uma greve nacional para quinta-feira (19), segundo o 'G1'. Com forte capilaridade no esporte, a UTEDYC atua em mais de 40 convenções de trabalho e discute reajustes salariais.
Enquanto o cenário não se define, a CONMEBOL acompanha as tratativas e busca caminhos para evitar alterações no calendário. As comissões técnicas mantêm a programação de viagem e treinos, mas a indefinição nos bastidores gera apreensão, já que uma eventual impossibilidade de abertura do estádio impactaria logística, planejamento das equipes e a presença de público no confronto.
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