Rio - A saída de Filipe Luís do Flamengo voltou à tona após declarações de Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), o dirigente reprovou a forma como o clube carioca conduziu a interrupção do trabalho realizado pelo ex-lateral, classificando o episódio como um exemplo negativo da rotatividade de treinadores no país.
"A gente vive num momento de pressão no futebol brasileiro. Não gosto de citar outros clubes. O campeão brasileiro e da Libertadores demitiu o seu treinador de uma maneira muito desrespeitosa, por sinal", disparou o dirigente ao comentar a saída do ex-comandante rubro-negro.
Para Bracks, o cenário nacional atravessa um processo de degradação e demonstra sinais de piora constante: "O futebol brasileiro é um moedor de técnicos. Na verdade, o futebol brasileiro é um moedor de gente e está só piorando. Não sei qual o limite para isso".
O executivo reconheceu as falhas internas no Atlético-MG, que somou cinco trocas de comando nos últimos dois anos. Segundo ele, a decisão de buscar um novo treinador não foi fruto de pressão externa, mas sim de uma análise sobre a estagnação dos projetos do clube. O objetivo agora é dar longevidade ao trabalho de Eduardo Domínguez, interrompendo a "ciranda de técnicos" que ele mesmo criticou.
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