Embora o clube ostente um faturamento bilionário, Bap fez questão de diferenciar a receita bruta dos recursos que podem ser utilizados para investimentos. "O Flamengo tem dinheiro, mas ele não é infinito. As pessoas falam que o Flamengo fatura R$ 2,2 bilhões, mas a gente não lucra esse valor. É diferente o faturamento do que sobra de dinheiro", explicou.
O dirigente pontuou que, apesar do superávit expressivo no último ano, o montante ainda é curto para as ambições do projeto: "Ano passado sobraram R$ 364 milhões, é muito dinheiro para qualquer clube do Brasil, mas não paga 70% do juros de um ano desse capital do estádio".
A postura atual marca uma mudança de rumo em relação ao planejamento de Rodolfo Landim, que havia concretizado a compra do terreno e projetava a inauguração para 2027. Ao assumir o clube, Bap reavaliou as prioridades, descartou o cronograma anterior e encomendou novos estudos técnicos.
"O Flamengo tem muito dinheiro para o padrão de clubes de futebol que temos no Brasil, mas não para construir estádio do tamanho que o clube e a torcida deseja. É uma questão de estágio e momento que estamos no tempo. Para fazer o estádio, eu teria que renunciar a outras coisas", concluiu.
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