Danilo comemora gol marcado pelo Flamengo sobre o Palmeiras na final da LibertadoresGilvan de Souza / Flamengo

Rio - Autor do gol do título, Danilo admitiu que poderia ter encerrado a carreira após conquistar a Libertadores com o Flamengo. O defensor relembrou a carreira, citou que é torcedor do Rubro-Negro de coração e concluiu que seria "o cenário perfeito". 
"Nesse dia aqui, eu podia terminar minha carreira, porque é o cenário perfeito. Tirando que até então, eu não consegui ganhar a Copa do Mundo com a seleção brasileira, mas esse aqui é o cenário perfeito", disse Danilo, em entrevista à 'Flamengo TV'.
"Eu saio do América-MG, construo no Santos maravilhosamente, faço minha trajetória na Europa, e volto para o meu time de coração, de infância, onde eu conheci o futebol e tudo. Faço o gol da final da Libertadores, e a gente é campeão, numa idade 'ok', 34 anos. Não é tanto, mas já vivi bastante coisa. Acabaria tranquilamente, sem dizer que estava faltando nada".
Durante a entrevista ao canal do clube, Danilo contou bastidores daquele 29 de novembro de 2025. O defensor revelou que estava bastante nervoso na manhã da final e trouxe impressões tanto do vestiário quanto do ambiente em campo. O Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 em Lima e sagrou-se tetracampeão da Libertadores.
"Eu não costumo ficar muito nervoso em jogos. É normal, você vai se habituando, é uma rotina, mas nesse jogo em específico eu estava bastante nervoso. Fiquei muito nervoso na manhã do jogo, até porque eu não tinha certeza se eu ia jogar ou não. O Filipe (Luís) ainda não tinha falado ainda a escalação. Estava muito nervoso durante a manhã. Depois do almoço, fui na fisioterapia, fiquei uma hora e tal com o pessoal trabalhando... Depois já estava no ônibus e já estava mais tranquilo. Fui chegando mais perto do campo, aí fui me acalmando", contou Danilo.
"O tempo no vestiário foi muito simbólico, porque se notava uma sinergia entre o pessoal, um olhar de concentração. Nessa hora é quando eu me sinto em casa, porque é quando eu me expresso, consigo falar, transformar esse nervosismo em motivação e concentração. Em campo, eu já sentia que realmente a gente estava numa conexão superior àquilo que o adversário estava. Estávamos sentindo muito o ambiente, de forma positiva, se conectando com o ambiente. Aí as coisas vão acontecendo por sinergia", completou.