Leonardo Jardim em ação no duelo entre Athletico-PR e Flamengo, na Arena da BaixadaAdriano Fontes / Flamengo
Jardim analisa empate do Flamengo com o Athletico-PR: 'Temos que valorizar o ponto'
Rubro-Negro saiu atrás no placar, mas Pedro deixou tudo igual já na reta final
Curitiba - Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim analisou o empate em 1 a 1 com o Athletico-PR, neste domingo (17), na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mendoza abriu o placar no começo da partida, mas Pedro deixou tudo igual já na reta final. O português criticou a atuação rubro-negra na etapa inicial, mas valorizou a melhora na volta do intervalo.
"Sabíamos que seria um jogo difícil. Nosso primeiro tempo não foi o melhor. Fomos muito pacíficos, pouco pressionantes. Foi uma das coisas que buscamos corrigir no intervalo. Queríamos uma pressão mais alta, mais atividade, mais dinâmica. Tínhamos vários desfalques, mas isso não era motivo para o desempenho na parte inicial", iniciou o treinador, em entrevista coletiva.
"Corrigimos no intervalo e temos que valorizar o ponto. No segundo tempo, fomos melhores do que o adversário. Conseguimos dificultar o jogo deles e criamos boas situações, que acabamos não aproveitando", complementou.
Com o resultado, o Flamengo permaneceu na segunda posição, com 31 pontos - quatro de desvantagem para o Palmeiras, líder isolado. O próximo compromisso será contra o Estudiantes (ARG), quarta-feira (20), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores.
. Mais uma falha de Rossi: "Ele é um jogador importante, já mostrou isso nos últimos anos. Acreditamos nele. Não vamos esconder que teve intervenções infelizes nos últimos dois jogos. Mas isso não faz com que percamos a confiança nele. Serão momentos isolados, em breve voltará ao seu melhor nível. Tem o apoio de todos nós".
. Dificuldade na criação de jogadas: "O nosso meio campo foi muito mexido. Estamos falando do Erick (Pulgar), do Jorginho, do Arrascaeta, que são jogadores que normalmente começam e são importantes na equipe. Não é um fator que leva a condicionar o primeiro tempo. Disse aos jogadores no intervalo: 'Não quero saber quem falta, quero saber quem está presente e como vamos jogar e não é com essa passividade que vamos jogar. Temos que ser mais agressivos, ativos'. A segunda parte começa, nos primeiros minutos não começamos bem, mas depois passamos a acertar, melhoramos o jogo e as substituições ajudaram a manter o time com mais agressividade ofensiva com e sem a bola. Por isso o Flamengo cresceu mais na segunda parte".
. Retornos para a sequência: "Com certeza que no nosso estádio queremos ter melhor qualidade de jogo. Não justifica a derrota na Copa do Brasil, mas era um gramado que não proporciona o melhor futebol. Esse sintético está no limite de utilização, até me disseram que vai ser trocado. Ele parece mais um carpete de casa do que um campo de futebol. Por isso que já vão trocar. A vinda de jogadores mais técnicos que temos de fora, Plata, Jorginho e Paquetá, depois da pancada que tomou não sei se estará disponível, vamos tentar recuperar isso. Porque tendo jogadores mais técnicos, a qualidade do jogo também é melhor e isso é fundamental para a nossa ideia".
. Ansiedade de jogadores por convocação?: "Acho que não pode servir de justificativa na nossa primeira parte. Com certeza sou da opinião de que uma Copa do Mundo, para muitos jogadores, é jogada apenas uma vez na carreira. Muitos deles com certeza estão, em termos emocionais, à espera que seja dado o veridito se vão ou não. Isso pode criar ansiedade. Só pode dizer o contrário quem não viveu futebol. Não é só na seleção brasileira. Tive a felicidade toda a minha vida de trabalhar com jogadores internacionais. Sempre que existia uma grande competição eu sentia em algumas situações que não metia o pé, porque era lance que podia acontecer uma lesão".
. Ausências de De la Cruz: "O De la Cruz, visto o jogo que o Vitória tem feito, já no Maracanã tive que tirá-lo no intervalo porque o Vitória é lançamento direto. E ele não é um jogador com essas características. É um jogador para ter a bola e teve dificuldades. Por isso o tirei no intervalo do primeiro jogo. Neste jogo, não ia cometer esse erro. Nossa aposta, por estarmos perdendo, foi mais Pedro e Bruno (Henrique), para termos mais agressividade na zona central. Tivemos não sei quantos lançamentos, criamos várias chances, mas acabamos não finalizando. Não é uma questão pessoal do De la Cruz, mas uma estratégia. Os dois volantes Jorginho e Evertton estavam bem no jogo (com o Vitória) e nossa decisão foi essa".
. Recado para Ancelotti: "A informação que dou é que qualquer um desses sete tem qualidade para representar a Seleção. São jogadores adaptados a altas competições, jogam Libertadores, são atuais campeões e também do Campeonato Brasileiro. Têm uma história em suas carreiras. O Danilo publicamente já está pré-convocado. Acredito que pode levar mais dois ou três dos nossos jogadores".
. Substituição de Samuel Lino: "Os jogadores da frente sempre têm desgaste maior. Hoje, saiu para a entrada de Bruno Henrique, porque precisávamos de maior presença ofensiva. Acabamos acertando, porque ele apareceu duas vezes e deu assistência para Pedro. Foi importante. Lino é um jogador importante para nós, tem características próprias e contamos com ele. As substituições costumam ser do meio para frente ou nas laterais, porque quase sempre queremos acelerar o jogo".
. Arbitragem: "Eu sou muito direto em relação a isso. Só faço comparações, mais nada. Comparo a tesoura do Carrascal. Tivemos duas ou três e nada foi marcado. O Evertton contra o Corinthians foi expulso por uma situação que hoje, se fosse a mesma regra, seriam dois expulsos do adversário. Não estou aqui para comentar, mas acho que os times têm aproveitado a possibilidade de ser mais agressivos acima da lei para bater em jogadores do Flamengo. Temos sete de fora, quatro ou cinco traumatismos. Não temos lesões musculares, só traumatismos. Uma pancada no joelho do Plata, o Erick (Pulgar), o Arrasca. Todos esses que têm estado de fora são traumatismos. Temos que ter algum cuidado, porque se queremos bom futebol não podemos deixar bater acima da lei. Dentro da lei está tudo certo".

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