Bandeira do FlamengoDivulgação/ Flamengo

Rio - O Flamengo divulgou nesta semana as demonstrações financeiras, que não foram auditadas, referentes ao segundo trimestre de 2026. Conforme aponta o documento, o clube teve um superávit de R$ 30,1 milhões no período, mas fechou o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 33,8 milhões.
"Pesou sobre o resultado, sobretudo, a amortização contábil de R$ 192,4 milhões dos direitos econômicos no período, que inclui os atletas contratados na janela de janeiro: um efeito sem impacto no caixa, contrapartida natural do maior investimento em elenco já realizado pelo Clube", diz um trecho da nota do Rubro-Negro.
"Desconsiderados os efeitos de compra e venda de atletas — e os resultados extraordinários do Mundial de Clubes em 2025 —, o desempenho recorrente do período é o mais forte dos últimos cinco anos", prossegue.
A receita total bruta do primeiro semestre chegou a R$ 839 milhões, o que representa um crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período em 2025. Já a recorrente, que exclui a venda de jogadores, foi de R$ 732,4 milhões.
"Vale sempre lembrar que o primeiro semestre normalmente apresenta um resultado inferior ao apurado no segundo semestre, fator que será ainda maior em 2026 devido à paralisação dos campeonatos em junho por conta da Copa do Mundo de Seleções. Sem essa paralisação, os resultados de receita, EBITDA e superávit seriam ainda mais favoráveis", afirmou o Flamengo.
Saída de joia
O Flamengo também divulgou o valor da venda de Ryan Roberto ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. De acordo com o documento, o Rubro-Negro acertou a transferência do jovem ao clube europeu por R$ 56,2 milhões.