Lucas Paquetá em entrevista coletiva, no CT Ninho do UrubuReprodução / Flamengo TV

Lucas Paquetá relembrou o processo de recuperação de lesão e mostrou estar ansioso para voltar a jogar pelo Flamengo. O meio-campista sofreu um problema muscular na coxa esquerda durante a Copa do Mundo, no duelo entre Brasil e Japão, pela segunda fase do torneio. Agora, já está pronto para retornar aos gramados.
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“Foi difícil ficar fora da Copa do Mundo por lesão. Não esperava. Eu vinha fazendo bons jogos. Mas temos que estar prontos para vivenciar tudo no futebol. Tive o apoio da minha família, procurei trabalhar o máximo que pude, abri mão das minhas pequenas férias”, iniciou o jogador, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (3), no CT Ninho do Urubu.

“Isso não é sacrifício, é pensando na minha carreira, no bem do clube. Estou feliz por estar de volta aos treinos e ansioso para estar em campo”, completou.

Ele também comentou o momento do Rubro-Negro, que empatou os últimos dois jogos, contra São Paulo e Internacional: “Não estamos felizes por ter deixado alguns pontos escaparem, apesar de ter sido para grandes equipes. Queremos trabalhar, melhorar, conversamos sobre isso. Procuramos fazer o nosso melhor dentro de campo para que possamos retomar a confiança e voltar a vencer”.
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Com Lucas Paquetá, o Flamengo se prepara para encarar o Vitória, domingo (9), às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro ocupa a vice-liderança na tabela, com 39 pontos. Quem está na ponta é o Palmeiras, com 47 e um jogo a mais.

Outras respostas de Lucas Paquetá

. Por que não atuou contra o Internacional?: “Tive só dois treinos antes do jogo. Fisicamente, não estava apto para jogar, aguentar um jogo forte. Por isso, a opção foi me deixar treinando para chegar mais preparado para o próximo jogo”.

. Pressão: “Quem joga no Flamengo acaba se acostumando a conviver com a pressão de vencer, de classificar, de buscar títulos. Como um jogador que já disputou duas Copas do Mundo, viemos de frustrações e aprendemos a nos reerguer sempre trabalhando. Aqui, estamos na vice-liderança (do Brasileiro), com um jogo a menos. Temos chance de buscar o título. Além disso, temos uma decisão na Libertadores. Apesar dos últimos dois jogos, temos um ano para terminar fazendo o nosso melhor para dar alegria ao torcedor”.

. Força do futebol brasileiro: “Está crescendo, grandes jogadores estão vindo para cá. A competição cresceu, está sendo bem disputada. Alguns times saem na frente, mas não deixa de ser disputada. Isso faz com que os jogadores de fora possam querer participar daqui”.

. Mais sobre o retorno aos treinos: “Estou muito feliz, estava ansioso para voltar a treinar. Eu me cobrava muito por isso. Espero que seja um reencontro vitorioso (com a torcida, no Maracanã)”.

. Dia a dia com Leonardo Jardim: “Todos nós ficamos insatisfeitos com o desempenho da equipe, passa muito por nós, até mais do que por ele. Estamos tentando entender cada vez mais as ideias, as características, para nos adaptarmos o quanto antes. Já tem tempo que estamos trabalhando e cabe a nós também fazermos coisas diferentes em campo. Conversamos sobre isso, tentamos melhorar o desempenho para que voltemos a vencer”.

. O que tem dado errado no Flamengo?: “Essa função não é minha, mas acho que é um todo. A característica do time, a forma de jogar, se começamos o jogo de uma forma diferente, perdemos o controle. Isso é ruim para a forma que jogamos. Mas acho que são momentos. Muitos jogadores voltando da Copa do Mundo, alguns retomando a forma física. Isso tudo implica na performance, mas não pode ser desculpa”.

. Almada e Luiz Henrique: “Queremos sempre ter grandes jogadores ao nosso lado. Os dois são grandes jogadores, tiveram suas histórias e seriam muito bem-vindos. É uma questão para a diretoria, para a presidência. Eu brinquei com o Luiz Henrique (sobre vir para o Flamengo), é um cara que admiro muito, um grande atleta”.

. Importância do período sem jogos para unificar as ideias: “Obviamente, você ter um grupo separado (como durante a Copa do Mundo) é ruim. Alguns ainda voltam com características do que estavam fazendo por lá, é normal. Como disse, precisamos nos adaptar o quanto antes para voltarmos a jogar da forma que estávamos jogando antes da pausa”.

. Como está a cobrança interna?: “É uma cobrança do dia a dia, um exercício a mais, uma finalização a mais. Algo que possamos conversar taticamente, melhorar, entender o que podemos fazer melhor. Temos feito isso. O grupo é bom, sabe escutar, melhorar”.

. Jogo contra o Cruzeiro: “É um jogo importantíssimo. É o grande jogo do Flamengo, mas não podemos esquecer do Vitória antes. É uma competição (Brasileiro) que, apesar da distância, queremos lutar para conquistar. O Cruzeiro é um grande time, com grandes nomes, mas temos que focar no nosso”.

. Impedimento semiautomático: “Tudo que é feito para melhorar as tomadas de decisão é bem-vindo, quando se faz bem feito. Então, ficamos felizes por ter uma atualização de algo que possa ser melhor dentro de campo”.

. Quais os objetivos na temporada, além dos títulos?: “Pretendo fazer o que sempre fiz, que é dar o meu melhor. Independentemente do que as pessoas falam ou pensam, vou trabalhar e me dedicar para o clube que defendo, que é o do meu coração. É algo muito mais fácil para mim. Quero ser melhor a cada dia e fazer o meu melhor dentro de campo. Espero ajudar com gols, assistências, defendendo, o que for”.