Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, garante não ter nada contra o PalmeirasGilvan de Souza / Flamengo
Bap admite ter parte da culpa em relação ruim com Leila, do Palmeiras
Presidente do Flamengo vê troca de farpas com a dirigente como resposta a ataques sofridos, mas não vê empecilho para tratar de negócios
Flamengo e Palmeiras são os grandes protagonistas do futebol brasileiro, não apenas no campo, mas também na troca de farpas e acusações. O presidente do Rubro-Negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu que também tem culpa nessa animosidade da relação entre os clubes, diante dos constantes embates com a palmeirense Leila Pereira.
"Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela (Leila Pereira) não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte. O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também", admitiu em participação no podcast Sport Market Makers.
"Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio”.
Ao reforçar que não tem nada contra o Palmeiras, Bap ressaltou a boa relação com Paulo Nobre e Maurício Galiotte, ex-presidentes do clube. Entretanto, em relação a Leila, o dirigente do Flamengo admite que a história é diferente.
Ele relembrou um momento em que iria dar os seus argumentos durante uma reunião tensa da Libra e ela foi embora sem ouvi-lo. E explica que as declarações que faz são em resposta a ataques sofridos vindos do outro lado.
"Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração? Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Você combina uma reunião, onde vai defender seu ponto de vista, mas quando chega no dia da reunião você fala que não vai ficar na reunião, mas que vai votar contra, sabendo que a votação tem que ser unânime", afirmou.
"Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais. Eu não vou tratar quem é deselegante ou não tem respeito de uma forma diferente por ser mulher. Se me taca uma pedra, vou tacar outra. Se quiser se vitimizar, espernear, pode fazer. Não muda nada para mim. Muitas vezes, você tem choques de personalidades, e eu acho que é isso".

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