Edílson Capetinha ganhou Campeonato Carioca e Copa dos Campeões pelo FlamengoReprodução / TV Globo
Edílson Capetinha relembra briga com Petkovic no Flamengo: 'Vaidade'
Ex-jogador explicou que apesar da disputa de ego e dos conflitos nos treinos, dentro de campo, o atletas formavam uma boa parceria
O ex-atacante Edílson Capetinha relembrou os atritos que teve com Dejan Petkovic durante a sua passagem pelo Flamengo, entre 2000 e 2001. Em entrevista ao "Abre Aspas", do 'ge', publicada nesta quinta-feira (24), o ex-jogador comentou sobre a vontade que tinha em ser o camisa 10 do time e confessou que essas brigas, assim como outras de sua carreira, aconteceram por "vaidade".
"Tive algumas brigas no futebol por muita vaidade. Hoje, graças a Deus, resolvi todas. Uma foi com o Rincón, outra foi com o Petkovic, no Flamengo. A do Pet, na verdade, era vaidade pura. Eu queria vestir a camisa 10. Quando cheguei lá, ele já estava com a 10, mas eu tinha no meu contrato que a camisa tinha que ser minha. Na hora, entendi que ele era o principal jogador do Flamengo, e tirar a 10 dele causaria um problema enorme no grupo", disse.
Em seguida, Edílson afirmou que chegou a conversar sobre o assunto com a diretoria e passou a ter uma postura mais incisiva com Petkovic, após não ter seu pedido atendido.
"Conversando com o presidente do Flamengo, entendi que não tinha necessidade de tirar a 10 do Pet, mas eu jogava na cara dele: "você está com a 10 porque eu quero". Começou aquela briga de vaidade. Formava o time do Pet nos treinos, o time do Edílson... Na hora de bater pênalti, nós dois queríamos. Foi uma briga enorme, mas dentro de campo a gente se dava bem. Ele fez muitos gols com passe meu, e eu com passe dele. A vaidade era só fora de campo."
Juntos, Edílson e Petkovic conquistaram o Campeonato Carioca e a Copa dos Campeões em 2001. O sérvio ainda voltaria ao clube em 2009, quando conquistou o Campeonato Brasileiro.
O ex-atacante também comentou sobre a idolatria que recebe pelos clubes que passou. Ao ser questionado se ele se acha mais reverenciado no Corinthians do que Neto, ele respondeu que "fez sua parte" nas equipes por onde passou.
"Sou ídolo no Corinthians, no Palmeiras para muitos, no Flamengo, no Vitória, no Japão, na Arábia... Então, não me importo se a pessoa é mais ídolo do que eu. Quero ser bem aceito, respeitado pelos torcedores e valorizado por tudo aquilo que fiz. Não tenho essa vaidade de ser o maior ídolo ou mais ídolo do que fulano ou ciclano. Fiz o meu trabalho e a minha parte. Enquanto vesti o manto desses times, sempre dei a minha vida, foi a minha segunda pele", destacou.



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