Otávio foi um dos alvos das vaias da torcida do FluminenseMarcelo Gonçalves / Fluminense

O clima entre jogadores e torcida do Fluminense não é dos melhores após a eliminação na Copa Sul-Americana. Apesar de dizerem que entendem as vaias, eles demonstraram muito desconforto com as críticas ainda durante a partida. Principalmente Otávio, um dos principais alvos dos tricolores por causa dos passes laterais e sem objetividade na reta do empate em 1 a 1 com o Lanús, em pleno Maracanã.
"Entendo que cada torcedor tem o seu direito. Ele paga pelo ingresso, faz aquilo que acha no direito. Eu não sou a favor, não só porque aconteceu comigo. Dentro da partida, quando se tem uma oportunidade, principalmente jogando em casa, seu torcedor tem que apoiar os 90 minutos. Saindo do estádio, aí você pode ir em rede social, onde quiser falar ou cobrar", afirmou.

Jogadores citam influência negativa em campo

O volante não comentou sobre o apoio dos torcedores enquanto o time demonstrava querer jogar e vencer. Sem levar em conta a postura passiva do Fluminense na reta final de jogo, Otávio viu prejuízo na atuação do time com as vaias.
"Quando se está jogando em casa com o apoio da nossa torcida, sabemos que somos muito fortes, mas quando a torcida cobra nós sentimos um pouco. Perdemos a nossa força e sabemos que dá mais força para o adversário quando vê que o torcedor está vaiando e jogando contra", analisou.
Outro jogador que foi alvo de vaias na parte final da partida, Renê também não concordou com a postura da torcida tricolor e também considerou que a atuação foi prejudicada pela pressão da arquibancada.
"Sei que é duro ser vaiado durante o jogo. Independentemente de ser outro companheiro, se é mais velho ou mais novo. Acredito que isso influencia no jogo, na confiança do jogador e dos companheiros, se toca pro cara ou não. É triste quando vê companheiro ser vaiado dentro de casa", lamentou.
O lateral usou como exemplo outro confronto de mata-mata, quando o Fluminense buscou a classificação à semifinal da Copa do Brasil, ao vencer o Bahia por 2 a 0. Assim como Otávio, Renê não considerou a diferença de postura do time nos dois confrontos.
"O torcedor quando nos apoia e nos ajuda, como foi contra o Bahia, incentivando até o final, conseguimos a vitória. Entendo a manifestação da torcida no final, o sentimento de tristeza deles era o mesmo nosso dentro de campo. Não tem muito o que falar, eles estão na razão no final, mas se pudesse não vaiar durante o jogo, apoiar quem vai entrar, isso nos ajuda muito na hora de tocar a bola, de caprichar mais. Espero que no fim de semana eles estejam do nosso lado", completou.

Torcida do Fluminense pega no pé de Renato Gaúcho e Everaldo 

Além dos dois, Renato Gaúcho foi o principal alvo da ira da torcida do Fluminense. Xingado e chamado de burro, o treinador ficou muito incomodado com as manifestações e pediu demissão.
Quem também recebeu vaias durante a partida foi Everaldo, que teve sua saída comemorada pelos tricolores no intervalo. O centroavante é o mais pressionado do elenco.