Mattheus Montenegro em entrevista coletiva no CT Carlos CastilhoMarcelo Gonçalves / Fluminense FC

Rio - Eleito presidente do Fluminense para o triênio de 2026 a 2028, Mattheus Montenegro completou 90 dias no cargo nesta sexta-feira (20). Em entrevista coletiva realizada no CT Carlos Castilho, o mandatário tricolor fez um balanço dos primeiros três meses no comando do clube e avaliou de forma positiva a primeira janela de transferências na principal cadeira.
"Fizemos uma janela de transferências muito boa. Definimos as posições que precisávamos e conseguimos fazer boas contratações, reforçando um time que já tinha feito um bom trabalho em 2025. O mercado estava muito inflacionado. Pensamos no desempenho desportivo, mas também no lado financeiro. Todos chegaram para agregar. O Fluminense é um clube muito competitivo e vai brigar por todos os títulos", disse.
Em 2025, o Fluminense terminou a temporada como semifinalista da Copa do Mundo de Clubes e da Copa do Brasil, além de quinto colocado do Brasileirão. Para 2026, o Tricolor reforçou o time e buscou ter equilíbrio nas peças de reposição. Por isso, nomes como Jemmes, Millán, Arana, Savarino e Castillo chegaram para disputar posição com os titulares. Por outro lado, há chances de saídas no meio do ano.
"Qualquer clube de futebol no Brasil tem uma parte da receita importante que vem da venda de atletas. O Fluminense foi assim nos últimos anos e vai ser assim porque é assim que funciona no futebol mundial (...) O Fluminense já recebeu algumas propostas esse ano, e a gente optou por não aceitar. E se no meio do ano chegarem propostas que sejam melhores, pode ser que saídas ocorram", afirmou.
No primeiro ano como presidente, Mattheus Montenegro terá grandes desafios pela frente. O principal deles é a disputa da Libertadores. Em sorteio realizado nesta última quinta-feira (19), em Luque, no Paraguai, o Fluminense caiu no Grupo C ao lado de Deportivo La Guaira, da Venezuela, Independiente Rivadavia, da Argentina, e Bolívar, da Bolívia. O mandatário projetou os confrontos e mostrou confiança.
"A Libertadores não tem jogo fácil. Não dá para escolher adversário e o time que quer ser campeão não tem que escolher adversário. Temos um desafio de logística porque o Fluminense tem longas distâncias para percorrer, principalmente nos jogos na Venezuela e Bolívia. Mas estamos preparados para o que der e vier porque time que quer ser campeão não escolhe adversário", completou.