A recuperação do Fluminense com Marcão passa também pela melhora significativa da produção ofensiva. Em quatro partidas sob o comando do novo treinador, o time marcou nove gols, num desempenho muito melhor do que a reta final com Luis Zubeldía.
Como comparação, nos últimos 10 jogos com o treinador argentino, o Tricolor balançou redes apenas oito vezes. Neste recorte, em quatro duelos o time passou em branco e em apenas um marcou mais de uma vez, no 3 a 1 sobre o fraco La Guaira, da Venezuela.
Muito diferente com Marcão, já que o Fluminense fez dois ou três gols em três duelos: 3 a 3 com o Athletico-PR, 3 a 2 sobre o Palmeiras e 2 a 1 sobre o Remo. Somente no 1 a 1 com o Independiente Rivadávia, fora de casa, isso não aconteceu.
Esse confronto na Argentina, aliás, foi o que teve menos finalizações do Tricolor: 10, seguido pelo Furacão, com 12. Já contra o Alviverde foram 17, dois a menos do que contra o time paraense, ambos no Maracanã.
A média de finalizações é ligeiramente superior aos últimos 10 jogos de Zubeldía: 14,5 contra 13,9, segundo o 'Sofascore'. Mas o que tem sido a principal diferença é o aproveitamento dos atacantes.
Jogadores de ataque 'ressurgem' com Marcão
Hulk trocou as vaias pelos gols e marcou três vezes, assim como Kevin Serna. Antes, o brasileiro só havia feito um, enquanto o colombiano perdeu espaço com Zubeldía e estava em jejum desde antes da Copa do Mundo.
Além dos dois, Germán Cano balançou redes pela primeira vez em 2026 e Canobbio também marcou, o que não acontecia desde o fim de maio. O uruguaio, Hulk e John Kennedy foram os atacantes a fazer gol na reta final com Zubeldía, mas com um para cada.
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