Fluminense perdeu para o Palmeiras nos pênaltisMarcelo Gonçalves/Fluminense

O Fluminense ficou mais uma vez com um gosto amargo na boca. Após perder o jogo de ida por 2 a 1, no Maracanã, o Tricolor venceu o Palmeiras por 1 a 0, nesta última quarta-feira (21), no Nubank Parque, pela partida de volta, e se aproximou de fazer história. Porém, o Time de Guerreiros sucumbiu mais uma vez na decisão de pênaltis e acumulou uma nova eliminação.
Mesmo jogando fora de casa, o Fluminense conseguiu controlar bem as ações e neutralizou o Palmeiras — que sequer deu uma finalização certa durante os 90 minutos. No segundo tempo, a entrada de Wesley Natã deu sobrevida para os tricolores. Dos pés do jovem, saiu a jogada que terminou em gol de Hércules, que garantiu a vitória tricolor e levou a disputa para os pênaltis.
Na disputa de pênaltis, o Palmeiras acertou todas as cinco cobranças — e deslocou Fábio em quase todas. O Fluminense, por sua vez, acertou as três primeiras com Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana. Na quarta batida, porém, Nonato parou em defesa de Carlos Miguel. Marlon Freitas fechou a série para o Alviverde e sequer permitiu a quinta cobrança tricolor.
Foi a terceira eliminação do Fluminense nos pênaltis desde 2025. No período, foram quatro disputas de penalidades e apenas uma vitória (sobre o Independiente Rivadavia, da Argentina, nas oitavas de final da Libertadores de 2026). Por outro lado, perdeu para o Vasco na semifinal da Copa do Brasil do ano passado, para o Flamengo na final do Carioca deste ano e para o Palmeiras na semifinal da Libertadores.
"Lógico que está todo mundo muito triste agora, ficou muito perto. Tudo o que foi combinado, do jogo passado para cá, que nos deu uma esperança (...) O mental, falamos nisso, acabou aqui. Chegou amanhã e sexta-feira, nós viramos a chave de novo, foco no Brasileiro. Estamos em situação em que temos que pontuar para a gente, no ano que vem, de novo estar aqui", disse Marcão.

Falta de poder de decisão do ataque gera incômodo

O sentimento de ficar no "quase" é algo que vem atormentado o Fluminense após o período vitorioso entre 2022 e 2024, com o bicampeonato carioca e os títulos da Libertadores e Recopa. A falta de poder de decisão do ataque tricolor vem sendo uma das principais críticas dos últimos anos. Para voltar ao caminho das glórias, há necessidade de buscar peças que resolvam partidas.
No ano passado, a falta de referência no ataque foi determinante para a eliminação diante do Vasco. O Cruz-Maltino se apoiou em nomes como Vegetti e Rayan para passar de fase e chegar à final. Na final do Carioca deste ano diante do Flamengo, também faltou algo a mais para o Fluminense explorar a crise do rival, que tinha acabado de trocar de técnico.
Já diante do Palmeiras, a precisão do ataque fez a diferença. No jogo de ida, o Palmeiras teve três chances claras e converteu duas — o centroavante Flaco López, autor de um dos gols, teve papel determinante na classificação. O Fluminense, por outro lado, teve apenas uma grande chance nos 180 minutos, com Hércules. O volante, aliás, já havia sido decisivo na Copa do Mundo de Clubes de 2025.
"Lamentamos o jogo do Rio de Janeiro porque, se o resultado fosse outro, seria o melhor jogo do campeonato. Jogamos praticamente três tempos muito melhores que o Palmeiras em termos de futebol. No final do jogo, a comissão do Palmeiras estava pedindo para acabar e para ir para os pênaltis. Claro que estamos muito tristes, mas eu tenho que dar os parabéns para a minha equipe", afirmou Marcão.