Duelo entre Holloway e Do Bronx vem sendo bastante aguardado pelos fãs(Foto: Reprodução/UFC)
Em entrevista ao canal "PVT", Diego Lima reconheceu os principais atributos do ex-campeão peso-pena. Para o treinador, Holloway tende a priorizar o Boxe, setor no qual se sente mais confortável, além de apresentar defesa de quedas sólida e excelente controle de distância, fatores que historicamente dificultam a vida de adversários com perfil mais agressivo.
Ainda assim, Diego destacou a evolução técnica de Charles do Bronx ao longo dos anos no UFC. Inicialmente conhecido como um especialista em Jiu-Jitsu, o brasileiro ampliou consideravelmente seu repertório, passando a oferecer riscos reais também na trocação e no Wrestling. Essa transformação, segundo o treinador, permite que o ex-campeão dos leves adote uma abordagem mais imprevisível contra um oponente do calibre de Holloway.
“O Holloway é um cara que tem o Boxe muito bom… Ele defende muito bem as quedas, vai querer fazer Boxe, que é onde ele é bom. Mas o Charles está se tornando um lutador cada vez mais completo. Entrou no UFC como um cara do Jiu-Jitsu, mas já provou que tem poder de nocaute, Wrestling e chão. O caminho, teoricamente, seria levar para baixo, mas a gente sabe que, do outro lado, tem um cara que defende quedas muito bem e controla bem a distância, então não é tão simples. É uma luta de MMA, então vamos treinar MMA para buscar uma vitória por nocaute ou finalização”, explicou Diego Lima.
A leitura estratégica reforça que, apesar da tentação de conduzir o duelo para o solo, a equipe de Charles do Bronx entende que a luta exigirá transições constantes entre as áreas. O objetivo é quebrar o ritmo do havaiano, neutralizar seu volume na trocação e criar oportunidades tanto em pé quanto no chão, explorando eventuais brechas ao longo dos rounds.
Além da disputa principal, o UFC 326 pode ter forte presença brasileira no card. De acordo com informações divulgadas pelo repórter Léo Guimarães nas redes sociais, a organização trabalha com possíveis duelos envolvendo Renato Moicano contra Brian Ortega, Caio Borralho diante de Reinier de Ridder e Paulo Borrachinha frente a Brunno Hulk, o que reforçaria ainda mais o protagonismo do Brasil no evento.

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