Campeão do Knock Out, Carlos Tizil celebrou o terceiro título internacional da carreira e reforçou o desejo de voltar ao UFC (Foto: Divulgação)

Carlos Mota “Tizil” vive um dos momentos mais consistentes de sua carreira. O brasileiro conquistou o cinturão do evento japonês Knock Out na categoria peso-mosca ao nocautear o experiente Naoki Arikawa no segundo round, adicionando mais um título internacional ao currículo e reforçando sua retomada no cenário mundial do MMA. Mesmo satisfeito com o desempenho, Tizil destacou que entrou para a luta com um objetivo claro: vencer de forma contundente e provocar movimento no mercado.

“Eu treinei muito para essa luta. Meu objetivo era fazer essa última luta com uma vitória de expressão, pra ver o que iria acontecer depois, o que meus empresários iriam falar. Acabou que não foi exatamente como eu imaginava, mas vou fazer o que tem que ser feito. Vou fazer mais uma luta de MMA assim que aparecer uma oportunidade e vou fazer mais barulho, até chegar a hora que não tem para onde correr”, afirmou.

O título no Japão representa o terceiro cinturão internacional da carreira de Tizil, uma marca que ele valoriza especialmente pelo nível de dificuldade imposto pelas regras e pelo cenário asiático: “Coloco essa conquista lá em cima. Estou vendo que estou crescendo e evoluindo. Não é algo fácil de conquistar, ainda mais nessas regras no Japão. Estou feliz com meu crescimento”, disse.

A vitória sobre Arikawa no dia 29 de dezembro ganhou ainda mais peso pelo histórico do adversário, campeão recente de um Grand Prix da organização, com três vitórias consecutivas. Para Tizil, o resultado reforça que ele vive um novo patamar como atleta: “Reforça muito minha confiança. Ele era um atleta duro, com experiência no MMA. Isso mostra que eu estou em outro nível e que ainda posso melhorar”, avaliou.

De olho no UFC

Após uma passagem pelo UFC, o título no LFA e um período turbulento na carreira, o cinturão do Knock Out surge como uma resposta clara, tanto para si mesmo quanto para quem questionou sua volta ao alto rendimento: “Representa muito. Eu mostrei meu estilo de sempre: um cara agressivo, que acaba com lutas mesmo sendo um peso-mosca. Vejo campeões em grandes eventos que não fazem o que eu faço, que é nocautear pessoas. Esse é um ponto forte meu que merece ser valorizado”, destacou.
O sonho de retornar ao UFC segue vivo. Embora reconheça que talvez ainda seja necessário mais um passo, Tizil acredita que a vitória no Japão cumpriu seu papel principal: chamar atenção: “Foi o que eu imaginava, mas acredito que vou ter que fazer mais uma luta. Na minha visão, essa foi uma vitória expressiva, que me ajudaria a ter uma resposta positiva de um grande evento. Meu objetivo era vencer e convencer, como fiz no LFA, com um nocaute daquele jeito para chamar a atenção do UFC, e acabei chamando”, explicou.

Agora campeão do Knock Out, o brasileiro adota cautela e paciência para definir os próximos movimentos da carreira, mantendo o foco no Japão e atento às oportunidades: “Vou aguardar o Knock Out me dar uma data. Vou ligar para o meu empresário e ver o que ele pode fazer para conseguir contrato com um grande evento no Japão, que ele falou que já teve uma conversa com meu nome. Vou trilhar meu caminho por lá e ver o que o universo vai me entregar”, concluiu.