Amanda deixou claro que não lutará pelo cinturão interino peso-galo do UFC (Foto: Reprodução/Instagram)
A lesão de Harrison, que precisou passar por uma cirurgia no pescoço para corrigir hérnias de disco, movimentou os bastidores do Ultimate e abriu espaço para debates sobre possíveis substitutas. Nomes como Norma Dumont, Julianna Peña e até a campeã mundial de Boxe Amanda Serrano chegaram a ser mencionados como opções para manter a divisão em atividade, mas a própria "Leoa" tratou de encerrar qualquer possibilidade de combate alternativo neste momento.
Ao comentar o tema, Amanda Nunes foi direta ao descartar a ideia de um cinturão interino e explicou que não vê sentido esportivo nesse tipo de cenário no atual cenário da sua carreira, com uma carreira altamente consolidada.
“Todo mundo fala de cinturão interino, alguém para lutar e tal, mas, gente, isso não existe. Eu só luto pelo cinturão mesmo. Se o UFC tirar o cinturão da Kayla (Harrison) agora e botar alguém para lutar, eu luto. Mas cinturão interino, isso não existe. Eu lutar com outra oponente agora, do nada, não existe nada disso. Então, é esperar para ver se a Kayla vai voltar ou não, ver o que vai acontecer”, afirmou a brasileira, em vídeo divulgado nas redes sociais do UFC.
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Mesmo com a indefinição sobre a data do confronto, a ex-campeã garantiu que segue em ritmo forte de preparação e totalmente motivada para mais um capítulo relevante na carreira. Aos 37 anos, Amanda Nunes reforçou que a pausa não diminuiu seu desejo de retomar o posto de número um da divisão.
“A chama está viva. A Leoa continua na selva e estou pronta para pegar o meu cinturão de volta, seja contra quem for”, declarou a brasileira, que não luta desde junho de 2023, quando derrotou Irene Aldana por decisão unânime no UFC 289.
O discurso da brasileira está alinhado com a postura adotada pela própria organização. Nas últimas semanas, Dana White descartou publicamente a criação de um “plano B” e reforçou que a prioridade do UFC é remarcar a superluta assim que Kayla Harrison estiver apta a competir, sem recorrer a títulos interinos ou disputas paralelas.
Sem pressa e sem atalhos, Amanda Nunes deixa claro que sua volta ao octógono só acontecerá em um contexto que faça sentido esportivo e histórico. Ao rejeitar o cinturão interino, a maior campeã da história do MMA feminino reafirma que seu foco está em lutas de alto impacto e, sobretudo, na aguardada disputa contra Kayla Harrison pelo título linear do peso-galo do UFC.

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