Jake Paul assinou contrato, mas nunca lutou pela organização (Foto: Reprodução/YouTube)
Contratado pela PFL após consolidar uma carreira extremamente lucrativa no Boxe profissional, o youtuber tinha como plano ampliar sua atuação nos esportes de combate e, eventualmente, testar suas habilidades no MMA. No entanto, ao longo do vínculo, Jake manteve foco exclusivo no Boxe, adiando indefinidamente qualquer transição para as artes marciais mistas. Com o encerramento do contrato, a possibilidade de sua estreia no MMA parece cada vez mais distante.
Nos bastidores, a ausência de um adversário com apelo comercial compatível pode ter sido determinante para o fracasso do projeto. Acostumado a gerar milhões de dólares por evento, Jake Paul chegou a desafiar nomes de enorme repercussão, como Conor McGregor e Nate Diaz - este último, inclusive, já enfrentado por ele no Boxe. Contudo, os contratos de exclusividade desses atletas com o UFC inviabilizaram qualquer negociação concreta.
Dentro do próprio elenco da PFL, apesar do crescimento estrutural e financeiro da liga nos últimos anos, não havia uma estrela com alcance global suficiente para justificar economicamente a estreia de Jake Paul no MMA. O descompasso entre o tamanho da figura midiática do youtuber e o poder de promoção dos possíveis adversários acabou se tornando um obstáculo difícil de contornar.
Fundador anuncia saída da PFL
Paralelamente à saída de Jake Paul, a Professional Fighters League também confirmou a renúncia de Donn Davis, fundador e então presidente da organização. A decisão ocorre em meio a uma série de mudanças na alta cúpula da empresa, que já havia registrado as saídas de Ray Sefo e do ex-CEO Peter Murray.
“Hoje, eu estou renunciando ao cargo de presidente da PFL. Eu me importo profundamente com cada funcionário, valorizo cada investidor, respeito muito nossos lutadores e agradeço sinceramente a todos os nossos fãs que apoiaram esta empresa. Eu dei a vocês tudo que eu tinha”, declarou Davis, em comunicado oficial.
Apesar do cenário de instabilidade administrativa, a PFL segue consolidada como a segunda maior organização de MMA do mundo, atrás apenas do UFC. Ainda assim, as recentes saídas levantam questionamentos sobre os próximos passos da liga e seus impactos diretos no mercado de atletas, cada vez mais concentrado e competitivo no cenário global das artes marciais mistas.

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