Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas visa auxiliar na formação de professores de lutas e artes marciais(Foto: Daiana Bueno)
O projeto envolve uma promissora parceria entre APAE Rio e a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro, assim como a atuação do Sindilutas na construção de caminhos que ampliem o acesso às artes marciais para todos.
O Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas visa auxiliar na formação de professores de lutas e artes marciais, com o objetivo de que esses profissionais possam prestar um atendimento mais seguro e eficiente às pessoas com deficiência, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O programa integra a formação profissional, com auxílio na produção de uma anamnese, além de um programa de avaliação individualizado, intervenção prática e recebimento do selo de qualidade para instalação e restabelecimento.
Subsecretário de Esportes do Rio de Janeiro, Marcelo Arar esteve presente no lançamento do programa e exaltou a parceria estabelecida.
"Uma das principais pautas da nossa Secretaria de Esportes e da Prefeitura do Rio de Janeiro é usar as artes marciais como ferramenta de inclusão. A gente tem certeza (que essa parceria) vai ser de grande ganho, de grande avanço para esse segmento que precisa de tanta atenção do poder público e também da nossa sociedade", disse Marcelo Arar, que seguiu:
"A Secretaria de Esportes, junto com a APAE, é uma das maiores empreendedoras do assunto no país, voltado para as causas autistas, de apoio amplo às famílias. Tenho certeza que essa parceria será de grande sucesso. Contem conosco, porque a inclusão é uma das nossas principais prioridades".
O faixa-preta e professor Fabrício Xavier, que é presidente do Sindilutas, foi o responsável por apresentar o programa às pessoas que estiveram presentes no lançamento durante o ADCC South America Trials e destacou os principais pontos do projeto.
"A cada momento que passa, a gente vê a necessidade dos profissionais de artes marciais atuarem na questão da inclusão, como segmento, mas sem dúvida, muito melhor para a sociedade e para as famílias atípicas. Estamos desenvolvendo um programa de artes marciais inclusivas, formando, capacitando e abrindo também postos de trabalho. Não é apenas um curso, se trata de um programa, onde vamos falar a respeito de anamnese, de um cuidado maior com as especificidades de cada deficiência ou transtorno, entre outras coisas", pontuou Fabrício, que continuou:
"A gente vai montar esse plano individualizado e avaliações periódicas para a gente conseguir acompanhar esse processo de desenvolvimento, e anualmente dar um feedback para as famílias e para os professores também. A gente vai trabalhar isso, inclusive, nas mídias, para que a gente possa fazer um movimento às famílias atípicas e neurodivergentes, e trazê-las para as artes marciais, porque a gente conhece o poder transformador das artes marciais, e sendo bem aplicada e desenvolvida, ela vai ter um ganho muito significativo para cada família".
Marcus Soares, gestor da APAE Rio, foi mais um a celebrar o início da promissora parceria: "Nós estamos muito felizes com essa iniciativa do Sindilutas junto com a Prefeitura do Rio e o movimento APAEano. Esse programa vai ser um sucesso, que nós vamos agregar e trazer o esporte para dentro da nossa unidade da APAE, e com isso, divulgar o esporte e melhorar efetivamente a vida das pessoas, porque sabemos os benefícios que a arte marcial traz para todos nós, Tenho certeza que vai impactar muito nas famílias também, porque vai trazer mais disciplina, controle e autoconfiança para os nossos alunos e usuários", destacou.
Luis Valério, presidente da APAE Rio e fundador do Instituto Autismo Rio de Janeiro, também reforçou a importância do programa: "Temos hoje 63 APAEs no estado do Rio, podendo levar esse projeto para todo o Brasil, isso é muito gratificante. O que a gente faz é uma filantropia de amor e que hoje tem 71 anos de história. Junto a vocês, tenho certeza que a gente vai escrever mais um capítulo, como o que estamos iniciando aqui hoje. Sejam bem-vindos ao nosso mundo APAEano, e vocês também vão ser chamados de atletas e professores APAEanos, se Deus quiser. Com certeza, vamos fazer um projeto grandioso", finalizou.



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