Alex Poatan reclamou de golpes ilegais por parte de Ciryl Gane(Foto: Reprodução)
Derrotado por nocaute técnico no segundo round na disputa pelo cinturão interino dos pesos-pesados, o ex-campeão dos médios e meio-pesados afirmou acreditar que golpes ilegais sofridos na nuca, na sequência decisiva, tiveram influência direta no desfecho do combate.
Segundo Poatan, ele teria alertado o árbitro Herb Dean antes mesmo do início da luta sobre possíveis infrações que Ciryl Gane cometeu em lutas anteriores durante as ações no clinch e no solo. Para o brasileiro, faltou intervenção da arbitragem durante o momento mais crítico do confronto.
“Acredito que se não fossem esses socos (ilegais), dificilmente eu estaria naquela situação. Na hora do jab, eu caí, grudei nas pernas, (ele estava) jogando cotovelada, soco… O cara está desesperado. Ele colocou uma mão que nem acreditou e queria terminar a luta de qualquer jeito. O árbitro (Herb Dean) estava ali para ver. O cara está vendo que é golpe ilegal, mas acho que ele pensa: ‘Mano, como eu vou parar essa luta?’. É irregular! Tá na regra! Você não vai estar errado se você parar, isso está na regra. O que me deixa mais indignado é que eu avisei ele antes. Mas o cara (Herb Dean) não tem culhão, não é homem de verdade”, afirmou.
Além da crítica ao árbitro, Alex Poatan também convocou outros atletas a se posicionarem sobre episódios semelhantes dentro do esporte. Na visão do brasileiro, somente uma mobilização coletiva poderia gerar mudanças mais rígidas em relação à arbitragem no MMA.
“Isso só vai mudar quando os lutadores brigarem para tirar os árbitros que cometem esse tipo de erro. Vamos evitar antes que aconteça o mesmo com vocês. Temos força para isso! Eu garanto”, declarou.
A reclamação de Poatan se concentra principalmente nos instantes seguintes ao knockdown sofrido no segundo assalto. Após ser atingido por um jab de encontro e cair no octógono, o brasileiro tentou travar a ação agarrando a perna do adversário, enquanto Ciryl Gane avançava com golpes para encerrar o combate.
Agora, resta acompanhar se as declarações do brasileiro terão algum desdobramento esportivo ou regulatório nos bastidores do Ultimate.

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