O atleta da Cerrado MMA, em Brasília, é faixa-marrom e ocupa o topo do ranking mundial No-Gi(Foto: Reprodução)
O período difícil acabou mudando o rumo de sua vida. O esporte se tornou uma ferramenta para lidar com o luto e, em pouco tempo, também passou a representar um novo projeto pessoal e profissional.
Com apenas um mês de treino, Daniel Camuna entrou em sua primeira competição. A sensação de se colocar à prova no tatame foi suficiente para definir o caminho que queria seguir: "Foi quando descobri que era isso que eu queria para a minha vida", relembrou.
A evolução aconteceu de forma acelerada. Hoje, aos 22 anos, o atleta da Cerrado MMA, em Brasília, é faixa-marrom e ocupa o topo do ranking mundial No-Gi entre os pesos-galos de sua graduação.
A dedicação exclusiva ao grappling sem kimono começou ainda na faixa-roxa. Daniel passou a concentrar toda a preparação no No-Gi e, em 2024, viu a carreira profissional ganhar força depois de competir na seletiva e no ADCC Open de São Paulo.
O desempenho chamou a atenção da Cerrado MMA, que o convidou para integrar sua equipe profissional de grappling. Desde então, o brasiliense passou a acumular resultados importantes. Em 2025, venceu sete etapas do ADCC Open e chegou à semifinal do ADCC Trials. Também conquistou o título europeu e manteve presença constante em competições nacionais.
A temporada de 2026 consolidou ainda mais esse crescimento. Daniel Camuna conquistou o Mundial No-Gi, o Campeonato Brasileiro No-Gi da IBJJF e mais um título em um ADCC Open, desta vez em Petrópolis.
O currículo inclui ainda medalha em categoria faixa-preta até 77kg e o título do ADCC Youth, resultados que ajudam a explicar a rápida ascensão de um atleta que entrou no esporte apenas cinco anos atrás.
Fora dos tatames, Daniel também passou a trabalhar aspectos ligados à profissionalização da carreira. A parceria com o advogado e entusiasta do Jiu-Jitsu Eduardo Turris ampliou o suporte em áreas como mídia, design e comunicação digital.
O próximo desafio será o Turris Invitational, evento marcado para o dia 14 de novembro, que Daniel enxerga como uma oportunidade de ampliar sua experiência em lutas casadas e mostrar a evolução construída no circuito competitivo.
Aos 22 anos, o brasiliense já percorreu um caminho incomum: começou no Jiu-Jitsu em meio a uma perda pessoal e, em poucos anos, transformou o esporte em carreira, resultados internacionais e liderança no ranking mundial da categoria.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.