Diniz mostrou ter ficado satisfeito com a atuação do Vasco diante do CorinthiansMatheus Lima / Vasco
Diniz valoriza empenho do Vasco no empate com o Corinthians: 'Merecíamos vencer'
Times não saíram do zero no jogo de ida da final da Copa do Brasil, na Neo Química Arena
São Paulo - Técnico do Vasco, Fernando Diniz valorizou a atuação do time no empate sem gols com o Corinthians, no jogo de ida da final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (17), na Neo Química Arena. Em entrevista coletiva, o comandante destacou o empenho dos jogadores e ressaltou que o Cruz-Maltino poderia ter saído com a vitória.
"Eu acho que jogamos melhor e merecíamos ter vencido o jogo, mas não tenho um sentimento de frustração e nem acho que foi um ótimo resultado. Acho que vai ser decidido no Maracanã. Fica para mim um sentimento bom do que o time fez", iniciou o treinador.
"Talvez tenha sido a melhor partida do Vasco defensivamente sob o meu comando. Fomos muito obedientes, alguns jogadores em especial. Por um detalhe, não conseguimos vencer. Tivemos oportunidades para ganhar. O sentimento é de satisfação pela entrega e produção dos jogadores", complementou.
Com o resultado, o Vasco precisará de uma vitória simples no duelo de volta para levantar o troféu. O embate decisivo acontecerá no domingo (21), às 18h (de Brasília), no Maracanã. Em caso de nova igualdade no placar, a definição será nos pênaltis.
. Faltou capricho?: "Não acho. É uma final de campeonato. Tem a tensão da partida, mas acho que o campo foi o que mais prejudicou. É um campo diferente para conduzir, dominar. Muitos jogadores erraram passes que não costumam errar. O campo é muito bom, mas é diferente. Tem um tempo diferente. Se fosse em um campo no qual estamos acostumados a jogar, com a grama normal, acho que teríamos aproveitado melhor alguns contra-ataques e algumas construções. Não vi os jogadores ansiosos. Poderiam ter feito escolhas melhores em uma ou outra jogada, mas, de maneira geral, não acho que foi falta de capricho".
. Desempenho de Coutinho: "Desde que cheguei, tive uma conexão imediata com ele. Antes mesmo de treinar. Talvez o momento mais emblemático da temporada tenha sido depois do jogo do Santos. Ele teve uma luxação no ombro e tomou injeção local para jogar por umas quatro partidas. Me marcou muito. Para mim, foi o grande momento dele desde que cheguei. Ele não conseguia produzir o que poderia por isso, mas ajudava em outros aspectos e, claro, conseguia produzir em certos momentos. Isso mostra o quanto está compenetrado e conectado com o time".
"Durante a minha carreira, acho que nunca aconteceu isso. Era uma lesão para ficar no departamento médico, esperar recuperar. Ele arriscou muito. É um jogador muito especial, criativo. É um presente para o Vasco e para o futebol brasileiro ter um cara da categoria dele jogando aqui. Em quase todos os jogos, é um dos jogadores que mais corre. Não frequenta o departamento médico, treina todos os dias. Joga quase todas as partidas. Merece muitas coisas boas".
. Recado à torcida: "Contamos com eles e sei que vão lotar o Maracanã para apoiar do começo ao fim. Esperamos jogar junto dos torcedores e corresponder às expectativas. Vamos nos entregar ao máximo".
. Desgaste para a volta: "Não (mexer não) tem relação com o jogo contra o Atlético-MG. Em alguns momentos substituímos pensando no outro jogo. Se eu substituísse um jogador 15 minutos antes ia fazer muita diferença para o jogo de domingo? Isso que vai determinar? Aí você faz uma equação do que você vai arriscar. Ainda mais hoje, um jogo de final de campeonato. O Nuno tem jogado constantemente, saído mais tardiamente e o desempenho físico está melhor nos últimos jogos. É uma equação que não fecha com uma lógica formal. Ninguém é obrigado a mexer no time. Eu poderia ter colocado alguns jogadores, mas você fica com receio. O time estava muito ajustado taticamente e não tivemos quase tempo nenhum para treinar. Treinei para jogar de um jeito diferente a marcação. Então fica o receio de mexer e ter um desajuste porque não deu para dar a mesma carga de treino e informação para todo mundo. Minha ideia é mexer para no mínimo estabilizar ou melhorar. Essas partidas mais decisivas poderíamos ter tirado jogadores antes, mas tinha disputa de pênaltis. Hoje, eu pensei em trocar mais cedo, mas na hora de pensar em todas essas coisas eu preferi não mexer".
. Futura casa do Vasco: "Eu acho que o Maracanã não tem possibilidade de receber três times. Se pudéssemos jogar, seria um sonho para todo mundo. Particularmente, gosto do Maracanã. Acho que o gramado, desde que passei pelo Fluminense em 2019, em que acompanhei mais de perto o Maracanã até hoje, vive seu melhor momento. O Maracanã é muito bom para jogar. Aqui (na Neo Química) o gramado é muito bom, excelente, lembra gramados europeus. Mas tem um componente, um pouco de grama sintética, que é um campo diferente. É um campo em que a bola corre mais rápido, os jogadores escorregam mais. Você vê muitos jogos aqui sendo decididos porque o jogador escorregou, errou o timing da bola. Se pudéssemos jogar no Maracanã com mais frequência, seria muito bom com a reforma de São Januário, mas não sei se isso é possível".
. Atuação do meio-campo: "Acho que o Coutinho e o Rayan foram fundamentais para que o Cauan Barros e o Thiago Mendes tivessem atuação que você está citando. Se ficasse mais exposto, o Corinthians tem muita qualidade técnica. Se o Rayan e o Coutinho não ajudam, assim como o Nuno e o Gómez, ia sobrecarregar os volantes. Como teve muita ajuda, acabou aparecendo a qualidade de marcação. Ali tanto o Cauan quanto o Thiago Mendes têm bom passe e gostam de jogar. Concordo que fizeram uma partida excelente".
. Pontos positivos e o que melhorar: "Marcamos bem, os jogadores foram muito empenhados. Não oferecemos quase nada para o Corinthians. Quando tivemos a bola, poderíamos ter circulado um pouco mais rápido em alguns momentos e jogado um pouco mais dentro da nossa característica para chegar com mais velocidade e fluidez no ataque".

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.