Fernando Diniz em ação durante treino do Vasco, no CT Moacyr BarbosaDikran Sahagian / Vasco

Rio - O Vasco vive uma forte crise logo no início da temporada. Em pouco mais de um mês desde a estreia com a goleada sobre o Maricá, o Cruz-Maltino perdeu suas principais referências e enfrenta um desgaste com o técnico Fernando Diniz e com a torcida. A sequência de atuações ruins e a falta de resultados aumentou a insatisfação na arquibancada.
O ápice da crise foi a saída de Philippe Coutinho. O meia, de 33 anos, pediu para rescindir o contrato após sofrer vaias contra o Volta Redonda, no último sábado (14), pelas quartas de final do Carioca. Na ocasião, o jogador foi substituído no intervalo e não voltou para o banco de reservas para acompanhar o restante do jogo.
Antes disso, o Vasco negociou Rayan com o Bournemouth, da Inglaterra, e Vegetti com o Cerro Porteño, do Paraguai. No ano passado, a dupla combinou 48 gols. O Cruz-Maltino trouxe Claudio Spinelli e Brenner, que sofreu com vaias da torcida no empate com a Chapecoense, pelo Brasileirão, quando perdeu cinco chances claras.
Em meio a saída das três principais referências do ataque em 2025, o Vasco tenta se reconstruir e aposta as fichas principalmente nos estrangeiros. Desde a saída de Rayan e Vegetti, Andrés Gómez já havia se tornado a referência do ataque. Porém, a queda de desempenho de Philippe Coutinho e a falta de tempo para os reforços se adaptarem gerou um problema na equipe.
Em 10 jogos na temporada, o Vasco soma três vitórias, quatro empates e três derrotas. Nas últimas seis partidas, venceu apenas o clássico contra o Botafogo. Vale lembrar que o Cruz-Maltino eliminou o Volta Redonda nos pênaltis, já que no tempo normal a partida terminou empatada em 1 a 1 — com o Gigante da Colina precisando correr atrás da igualdade.